segunda-feira, 22 de agosto de 2016
AGENDA NEGRA DE AGOSTO
01 - Independência do Benin, África/ 1975
02 – Morre Luiz Gonzaga do Nascimento – O “Rei do Baião”, cantor, compositor e sanfoneiro, em 1989.
Luiz Gonzaga (1912-1989) foi músico brasileiro. Sanfoneiro, cantor e compositor, recebeu o título de "Rei do Baião". Foi responsável pela valorização dos ritmos nordestinos, levou o baião, o xote e o xaxado, para todo o país. A música "Asa Branca" feita em parceria com Humberto Teixeira, gravada por Luiz Gonzaga no dia 3 de março de 1947, virou hino do nordeste brasileiro.
Luiz Gonzaga (1912-1989) nasceu na Fazenda Caiçara, em Exu, sertão de Pernambuco, no dia 13 de dezembro de 1912. Filho de Januário José dos Santos, o mestre Januário, "sanfoneiro de 8 baixos" e Ana Batista de Jesus. O casal teve oito filhos. Luiz Gonzaga desde menino já tocava sanfona. Aos 13 anos, com dinheiro emprestado compra sua primeira sanfona.
Em 1929, por causa de um namoro, proibido pela família da moça, Luiz Gonzaga foge para a cidade de Crato no Ceará. Em 1930 vai para Fortaleza, onde entra para o exército. Com a Revolução de 30 viaja pelo país. Em 1933, servindo em Minas Gerais, é reprovado num concurso de músico para o exército, passa a ser o corneteiro da tropa. Tem aulas de sanfona com o soldado Domingos Ambrósio.
Luiz Gonzaga deixa o exército, depois de nove anos sem dar notícias à família. Foi para o Rio de Janeiro e passou a se apresentar em bares, cabarés e programas de calouros. Em 1940 participa do programa de Calouros da Rádio Tupi e ganha o primeiro lugar, com a música "Vira e Mexe".
Tocando como sanfoneiro da dupla Genésio Arruda e Januário, é descoberto e levado pela gravadora RCA Vitor, a gravar seu primeiro disco. O sucesso foi rápido, vários outros discos foram gravados, mas só em 11 de abril de 1945 grava seu primeiro disco como sanfoneiro e cantor, com a música "Dança Mariquinha". Em 23 de setembro nasce seu filho Gonzaguinha, fruto do relacionamento com a cantora Odaléia Guedes. Nesse mesmo ano conhece o parceiro Humberto Teixeira.
Depois de 16 anos Luiz volta para sua terra natal. Vai ao Recife e se apresenta em vários programas de rádio. Em 1947 grava "Asa Branca", feita em parceria com Humberto Teixeira. Em 1948 casa-se com a cantora Helena Cavalcanti. Em 1949 leva sua família para morar no Rio de Janeiro. As parcerias com Humberto Teixeira e com Zédantas rendeu muitas músicas. Gonzaga e seu conjunto se apresentam em várias partes do país.
Em 1980, Luiz Gonzaga canta para o Papa Paulo II, em Fortaleza. Canta em Paris a convite da cantora amazonense Nazaré Pereira. Recebe o prêmio Nipper de ouro e dois discos de ouro pelo disco "Sanfoneiro Macho". Em 1988 se separa de Helena e assume o relacionamento com Edelzita Rabelo.
Luiz Gonzaga é internado no Recife, no Hospital Santa Joana, no dia 21 de junho de 1989, e no dia 2 de agosto falece.
Em 2012, se comemora 100 anos do nascimento de Luiz Gonzaga. É lançado o filme "De Pai Para Filho", narrando a relação entre Gonzaga e Gonzaguinha. O artista recebe várias homenagens em todo o país.
http://www.e-biografias.net/luiz_gonzaga/
03 - Independência do Níger, África / 1960
07 - Independência da Jamaica, África, 1962
07 - Independência da Costa do Marfim, África 1960
08 – Registro do primeiro ato de escravidão, em 1444, por Portugal, em Lagos, atual Nigéria.
10 - Morre o Padre Batista, um dos fundadores do Instituto do Negro e dos Agentes de Pastoral Negros, em 1991.
Batista de Jesus Laurindo, nasceu em 05.08.1952, em Silvânia, perto de Matão, Araraquara, no estado de São Paulo.
Sua mãe, Dona Rosa Maria de Jesus Melga, hoje, com 73 anos de idade. Pe.Batista é filho do primeiro casamento!
Ficando viúva, casou-se novamente, vieram sete irmãos: Zilda, Maria; Oscar, Eugenio, Sonia, Elaine e Marcelo
Hoje já são casados e tem filhos.
Sabemos do grande esforço do Pe. Batista para ajudar a cada um, cada uma em suas caminhadas.
Ainda, quando muito pequeno, de família, muito pobre, engraxava sapatos para ganhar uns trocadinhos e ajudar em casa.
• Coragem e dedicação não lhe faltaram.
Como seminarista
• Estudou e desde seminarista começou a trabalhar com crianças e jovens
• Estimulou a formação de Encontros de Jovens na Igreja da Penha;
Como diácono
• Motivou e trabalhou com os meninos na Associação dos Engraxates na região central da cidade;
• Depois foi mentor, implementou e coordenou o então Centro Comunitário do Menor- que atendia meninos e meninas, excluídos sociais, que viviam na Praça da Sé. Hoje CCCA – Centro Comunitário da Criança e do Adolescente, que funciona com quatro unidades na Região central da capital paulista.
Como padre
. Estimulou muito a Pastoral Catequética da Boa Morte e da Catedral; Criou a Casa da Menina mãe – para jovens em situação de rua que estavam grávidas.
. Foi pioneiro com o grupo de nascimento da Pastoral Afro;
com a fundação dos Agentes de Pastoral Negros
com a constituição do Instituto do Negro,
teve Ações de inculturação e foi o precursor de ações afirmativas
Outros dons
• Pe. Batista tinha uma voz que enchia a catedral e um dom especial para a liturgia – sempre estimulou as comunidades por onde passou, para melhor celebrar.
• Na Região Sé, com sede na Igreja N.Sra. do Carmo, na Rangel Pestana, fundou e estimulou por vários anos o Curso de Liturgia.
• Implementou também junto com outras religiosas as celebrações afro, realizadas nos primeiros encontros da Pastoral Afro e que continuam até hoje, realizando efetivamente a inculturação.
Sempre esteve ao lado das pessoas mais empobrecidas ou excluídas socialmente
• Com grande afeição e carinho pelas pessoas que mais sofriam e junto com as Irmãs da Congregação de Jesus Crucificado montou um grupo de pastoral inovadora, com mulheres que trabalhavam como domésticas.
O trabalho foi tão estimulante que muitas voltaram a estudar e deram outros rumos às suas vidas, inclusive compondo o Sindicato das Empregadas Domésticas, fundado posteriormente.
• Tinha profundo respeito e consideração pelos homossexuais e com eles celebrava sempre.
• Foi muitas vezes parado pela polícia, era revistado, insultado, humilhado e o deixava de ser, quando se identificava como padre.
• Fundou o Instituto do Negro, em 20.11.1987, cujo principal objetivo era oferecer bolsas de estudos (parciais e quando possível integrais) a universitários /as negros /as de baixa renda.
O Padre Batista com essa atitude foi pioneiro na prática da ação afirmativa no Brasil, pois ele já identificava que estudos e pesquisas acadêmicas viriam confirmar – a imensa desigualdade no acesso às oportunidades educacionais na sociedade brasileira existente entre as populações das várias etnias, com destaque para a população negra.
Em 1991, após a sua morte, o Instituto passou a chamar Instituto do Negro Padre Batista.
E hoje, a entidade continua com a firme missão de buscar o equilíbrio social, econômico, cultural e étnico-racial em nossa sociedade atendendo a população nas áreas educacional, jurídica, psicológica e social.
Após 1991, quando da morte do padre Batista, na longa jornada histórica, superamos inúmeros desafios, tais como: houve a eleição da 1ª Mulher, Presidente do Brasil, o primeiro negro presidente dos Estados Unidos da América, a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, a assinatura da lei 10.639/03, e da lei 11.645/08, que a complementa e institui a história da África e afrodescendentes no Brasil no currículo escolar. Também, tivemos perdas irreparáveis, como por exemplo, no ano de 2009, Pe. Antônio Aparecido da Silva, Pe. Toninho, antecessor, mestre e um dos grandes estimuladores do Pe. Batista.
Neste ano, 2011, em que a ONU - Organização das Nações Unidas, declarou o Ano Internacional do(a) Afrodescendente, a memória do Pe. Toninho e Pe. Batista trazem à nossa presença a identidade ancestral de luta, resistência e conscientização do povo negro e afrodescendente brasileiro¸ construtores de uma nova história, que seja mais humana, igualitária e solidária!
Vice-Presidente INPB
Osvaldo José da Silva
Vice-Presidente INPB
http://20denovembrosp.blogspot.com.br/2011/11/pe-batista-20-anos-de-presenca-na.html
12 – Revolta dos Búzios, também conhecida como Revolta dos Alfaiates, em 1798, quando publicado o manifesto dos conjurados baianos contra os impostos, a escravidão dos negros e exigindo independência e liberdade. http://historiasylvio.blogspot.com.br/
14 – Morre a Yalorixá Mãe Menininha do Gantois, em 1986.
Maria Escolástica da Conceição Nazaré (Salvador, Bahia, 10 de fevereiro de 1894 - 13 de agosto de 1986), conhecida como Mãe Menininha do Gantois, foi uma Iyálorixá (mãe-de-santo) brasileira, filha de Oxum.
Nasceu em 1894, no dia de Santa Escolástica, na Rua da Assembléia, entre a Rua do Tira Chapéu e a Rua da Ajuda, no Centro Histórico de Salvador, tendo como pais Joaquim e Maria da Glória. Descendente de escravos africanos, ainda criança foi escolhida para ser Iyálorixá (mãe-de-santo) do terreiro Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê, fundado em 1849 por sua bisavó, Maria Júlia da Conceição Nazaré, cujos pais eram originários de Agbeokuta, sudoeste da Nigéria.
Foi apelidada Menininha, talvez por seu aspecto franzino. “Não sei quem pôs em mim o nome de Menininha… Minha infância não tem muito o que contar… Agora, dançava o candomblé com todos desde os seis anos”.
Foi iniciada no culto dos orixás de Keto aos 8 anos de idade por sua tia-avó e madrinha de batismo, Pulchéria Maria da Conceição (Mãe Pulchéria), chamada Kekerê - em referência à sua posição hierárquica, Iyá kekerê (Mãe pequena). Menininha seria sua sucessora na função de Iyalorixá do Gantois. Com a morte repentina de Mãe Pulchéria, em 1918, o processo de sucessão foi acelerado. Por um curto período, enquanto a jovem se preparava para assumir o cargo, sua mãe biológica, Maria da Glória Nazareth, permaneceu à frente do Gantois.
Foi a quarta Iyálorixá do Terreiro do Gantois e a mais famosa de todas as Iyálorixá brasileiras. Sucessora de sua mãe, Maria da Glória Nazareth, foi sucedida por sua filha, Mãe Cleusa Millet. "Minha avó, minha tia e os chefes da casa diziam que eu tinha que servir. Eu não podia dizer que não, mas tinha um medo horroroso da missão (...): passar a vida inteira ouvindo relatos de aflições e ter que ficar calada, guardar tudo para mim, procurar a meditação dos encantados para acabar com o sofrimento." [2]
O terreiro, que inicialmente funcionava na Barroquinha, na zona central de Salvador, foi posteriormente, transferido para o bairro da Federação onde hoje é o Ilê Axé Iyá Nassô Oká, na Avenida Vasco da Gama, do qual Maria Júlia da Conceição Nazaré sua avó também fazia parte. Com o falecimento da iyalorixá da Casa Branca Iyá Nassô, sucedeu Iyá Marcelina da Silva Oba Tossi. Após a morte desta, Maria Júlia da Conceição e Maria Júlia Figueiredo, disputaram a chefia do candomblé, cabendo à Maria Júlia Figueiredo que era a substituta legal (Iyakekerê) tomar a posse como Mãe do Terreiro. Maria Júlia da Conceição afastou-se com as demais dissidentes e fundaram outra Ilé Axé, o (Terreiro do Gantois), instalando-se em terreno arrendado aos Gantois - família de traficantes de escravos e proprietários de terras de origem belga - pelo cônjuge de Maria Júlia, o negro alforriado Francisco Nazareth de Eta. Situado num lugar alto e cercado por um bosque, o local de difícil acesso era bem conveniente numa época em que o candomblé era perseguido pelas forças da ordem. Geralmente, os rituais terminavam subitamente com a chegada da polícia.
Em 1922, através do jogo de búzios, os orixás Oxóssi, Xangô, Oxum e Obaluaiyê confirmaram a escolha de Menininha, então com 28 anos. Em 18 de fevereiro daquele ano, ela assume definitivamente o terreiro. "Quando os orixás me escolheram eu não recusei, mas balancei muito para aceitar", contava.
A partir da década de 1930, a perseguição ao candomblé vai arrefecendo, mas uma Lei de Jogos e Costumes, condicionava a realização de rituais à autorização policial, além de limitar o horário de término dos cultos às 22 horas. Mãe Menininha foi uma das principais articuladoras do término das restrições e proibições. "Isso é uma tradição ancestral, doutor", ponderava a iyalorixá diante do chefe da Delegacia de Jogos e Costumes. "Venha dar uma olhadinha o senhor também."
Mãe Menininha abriu as portas do Gantois aos brancos e católicos - uma abertura que, em muitos terreiros, ainda é vista com certo estranhamento. Mas afinal, a Lei de Jogos e Costumes foi extinta em meados dos anos 1970. "Como um bispo progressista na Igreja Católica, Menininha modernizou o candomblé sem permitir que ele se transformasse num espetáculo para turistas", analisa o professor Cid Teixeira, da Universidade Federal da Bahia.
Nunca deixou de assistir à missa e até convenceu os bispos da Bahia a permitir a entrada nas igrejas de mulheres, inclusive ela, vestidas com as roupas tradicionais do candomblé.
Aos 29 anos, Menininha casou-se com o advogado Álvaro MacDowell de Oliveira, descendente de escoceses. Com ele teve duas filhas, Cleusa e Carmem. “Meu marido, quando me conheceu, sabia que eu era do candomblé… A gente viveu em paz porque ele passou a gostar de Candomblé. Mas, quando fui feita Iyalorixá, passamos a morar separados. No meu terreiro, eu e minhas filhas. Marido não. Elas nasceram aqui mesmo”.
Em uma entrevista à revista IstoÉ, mãe Carmem conta que ela adorava assistir telenovelas, sendo que uma de suas preferidas teria sido Selva de Pedra. Era colecionadora de peças de porcelana, louça e de cristais, que guardava muito zelo. Não bebia Coca-Cola, pois certa vez lhe disseram que a bebida servia para desentupir os ralos de pias, e ela temia que a ingestão da bebida fizesse efeito análogo em si. Mãe Menininha do Gantois faleceu em Salvador em 1986 de causas naturais, aos 92 anos de idade. Morre a Yalorixá Mãe Menininha do Gantois. https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A3e_Menininha_do_Gantois
15 – Independência do Congo, em 1960.
!7 – Nasce o Pan-africanista Marcus Garvey
Marcus Mosiah Garvey ONHJ (Saint Ann's Bay, Jamaica,17 de agosto de 1887 – Londres, 10 de junho de 1940) foi um comunicador, empresário e ativista jamaicano.
É considerado um dos maiores ativistas da história do movimento nacionalista negro. Garvey liderou o movimento mais amplo de descendentes africanos até então; é lembrado por alguns como o principal idealista do movimento de "volta para a África", de profunda inspiração para que os negros tivessem a "redenção" da África, e que as potências coloniais europeias desocupassem o continente. Em suas próprias palavras, "Eu não tenho nenhum desejo de levar todas as pessoas negras de volta para a África, há negros que não são bons elementos aqui e provavelmente não o serão lá."
Apesar de ter sido criado como metodista, Marcus Garvey se declarava católico.
Marcus Mosiah Garvey nasceu em Saint Ann's Bay, capital da paróquia de Saint Ann, Jamaica. Ele era o mais novo de 11 filhos, 9 dos quais morreram ainda na infância. Garvey frequentou a escola infantil e elementar em Saint Ann's Bay, e era tido como aluno brilhante. Ele também recebeu instrução particular de seu padrinho Alfred Burrowes, proprietário de uma oficina gráfica. Com 14 anos Marcus Garvey tornou-se aprendiz no negócio.
O jovem Garvey, que gostava de nadar, tomar sol e jogar críquete, herdou o amor pelos livros de seu pai — um culto maçom, que possuía vasta biblioteca. Esse amor pelos livros também foi incentivado pelo padrinho Burrowes, também possuidor de uma biblioteca particular, da qual Garvey fez amplo uso. Ele também conhecia e travava contato com diversas pessoas que frequentavam a oficina para discutir política e assuntos da comunidade com Burrowes.
No mesmo ano em que se tornou aprendiz de Burrowes, Garvey foi marcado por um acontecimento de fundo racista. Como vizinho de uma família branca, ele havia criado laços de amizade com uma menina de sua idade, que aos 14 foi enviada para a Inglaterra e proibida de escrever cartas para Garvey porque ele era um nigger (termo de cunho preconceituoso usado em países de língua inglesa). Marcus percebeu então claramente as fronteiras que separavam negros e brancos na sociedade jamaicana.
Por volta de 1906 Garvey deixou Saint Ann's Bay em direção a Kingston, na tentativa de melhorar sua vida. Chegando lá ele trabalhou primeiro com um parente materno, e depois na empresa P.A. Benjamin Limited, como compositor na seção de impressão. Em 1907 se tornou um excelente impressor e contramestre. Nessa época um grande terremoto havia arrasado Kingston, o que gerou ainda mais pobreza na cidade. No ano seguinte (1908) os empregados da P.A. Benjamin, através do sindicato dos tipógrafos, entraram em greve por melhores salários. Foi a primeira experiência sindical de Garvey, que se juntou à paralisação apesar das promessas de melhores salários para quem furasse a greve. Com o insucesso do movimento, Garvey perdeu seu emprego, e foi colocado numa lista negra dos empregadores, sendo incapaz de arrumar outro emprego na tipografia privada; conseguiu, no entanto, uma vaga na imprensa do governo. Por esses anos Garvey também teve sua primeira experiência com jornalismo político, ao ingressar no National Club of Jamaica, um clube político. (Ele havia colaborado, antes, num jornal chamado The Watchman, ainda na P.A. Benjamin).
Então ele saiu da Jamaica para ir para a Costa Rica, como fiscal em plantações de banana, por volta de 1910. Ao observar as condições de trabalho de outros negros, Garvey decidiu que tentaria mudar e melhorar suas vidas. Ele saiu da Costa Rica e viajou pela América Central e do Sul, a trabalhar e observar as condições de trabalho dos negros na região. Passou pela Guatemala, Panamá, Nicarágua,Equador, Chile e Peru. Em todo lugar Marcus Garvey observou que as condições de trabalho do negro eram péssimas, e que muitos enfrentavam o desemprego e a pobreza.
Em alguns dos países visitados, e sempre que podia, Garvey publicava pequenos jornais e panfletos contendo suas impressões sobre a realidade local. Na Costa Rica ele publicou o La Nacíonale, e no Panamá ele publicou o La Prensa. Contudo, além de enfrentar as autoridades (que chegaram a baní-lo da Costa Rica) ele também enfrentava o descaso do povo, que não era capaz de entender ainda a importância de ter uma voz na mídia para defender seus interesses.
Ao retornar para a Jamaica, Garvey pediu atenção do governo colonial para a situação da América Central, para que houvesse uma intervenção no sentido de melhorar a vida dos trabalhadores. Seu apelo foi recebido por ouvidos moucos.
Em 1912 ele partiu para a Inglaterra, onde vivia sua única irmã, Indiana. Em Londres ele aprendeu muito sobre a cultura africana e também se interessou pelas condições dos negros nos Estados Unidos. Visitava frequentemente a Câmara dos Comuns e assistia conferências no Birksbeck College. Tornou-se amigo de Duse Muhammad, um egípcio nacionalista e que publicava o The African and Orient Review.
A experiência em Londres foi muito importante para Garvey, tanto no sentido de entender o funcionamento de uma democracia quanto pelo fato de poder entrar em contato com vários africanos que, nascidos em outras colônias britânicas, iam estudar na Inglaterra. Com essas pessoas Garvey percebeu que os problemas da Jamaica eram muito semelhantes aos problemas enfrentados por populações negras de todo o mundo. Foi ainda em Londres que ele entrou em contato com os líderes do Movimento Pan-Africano, e conheceu a obra de Booker T. Washington.
Ao retornar para a Jamaica em 1914 Garvey formou (em 1 de agosto) a Associação Universal para o Progresso Negro ou AUPN (Universal Negro Improvement Association, mais conhecida como UNIA). O lema da UNIA era One God! One Aim! One Destiny! (Um Deus! Uma aspiração! Um destino!). Garvey era o presidente da associação, que pretendia unir "todas as pessoas de ascendência africana do mundo em uma grande massa estabelecida em um país e governo absolutamente próprios."
Entre os objetivos da UNIA estavam:
• a promoção da consciência e unidade na raça negra, da dignidade e do amor
• o desenvolvimento da África, livrando-a do domínio colonial e transformando-a numa potência
• protestar contra o preconceito e a perda aos valores africanos
• estabelecer insituições de ensino para negros, onde se ensinasse a cultura africana, também
• promover o desenvolvimento comercial e industrial pelo mundo
• auxiliar os despossuídos em todo o mundo
A primeira sede da UNIA localizava-se no número 30 da rua Charles, em Kingston. Depois a entidade mudou-se para a escola Saint Mark, e então para a rua King, no prédio conhecido como Liberty Hall. Em função disso, os escritórios da UNIA ao redor do mundo passaram a ser conhecidos como Liberty Hall, também.
Inicialmente a UNIA era ridicularizada na Jamaica, mesmo pelos negros. Como resposta, ele disse que aqueles que o ridicularizavam eram os negros "que não queriam ser reconhecidos como negros, mas como brancos."
Depois de manter correspondência com Booker T. Washington durante o ano de 1915, Garvey partiu para os EUA em 1916. Infelizmente quando ele chegou nos país, Booker Washington acabara de morrer. Mesmo assim Garvey passou a ativista negro nos EUA, ensinando os negros a buscarem seus direitos.
Todavia, Garvey viajou pelos EUA como conferencista. Residiu lá até 1927, quando foi deportado. Durante este período, ele trabalhou assiduamente para criar e consolidar a UNIA em uma organização realmente internacional.
Seus esforços foram bem-sucedidos, e em 1920, a associação ostentava mais de 1 100 filiais em mais de 40 países. A maior parte dessas filiais estavam localizadas nos Estados Unidos, que se tornou a base de operações da UNIA. Havia escritórios da UNIA em vários países do Caribe, como Cuba (que os tinha em maior número), e também no Panamá, Costa Rica, Equador, Venezuela, Gana, Serra Leoa,Libéria, Namíbia, e África do Sul.
Em sua passagem pelos EUA Garvey publicou também o semanário Negro World, entre 1918 e 1933, no Harlem. O jornal promovia as idéias nacionalistas de Garvey e foi um canal importante de expressão para a comunidade negra durante os anos do Renascimento do Harlem. Seções em francês e espanhol foram incluídas, e em 1920 o Negro World estimava sua tiragem em 50 000 exemplares; pode ter sido ele o jornal mais amplamente distribuído pelo mundo, e suas cópias chegaram a pessoas negras de todos os continentes.
Garvey esteve ligado a outras publicações como The Daily Negro Times (Harlem, 1922–4), The Blackman, (Kingston, 1929–31), The New Jamaican (Kingston, 1932–3), The Black Man Magazine(Kingston, e depois Inglaterra, 1933–9).
Garvey foi eleito presidente provisório da África durante a convenção organizada pela UNIA em 18 de agosto de 1920. Era primariamente uma posição cerimonial, por várias razões; os países da África eram, na sua maioria, colônias de países europeus, e Garvey não tinha visto para entrar em qualquer lugar da África, nem mesmo nas colônias britânicas (Garvey era cidadão inglês pois a Jamaica também era colônia).
No entanto a saúde de Garvey estava ficando pior a cada dia. Em junho de 1940 ele sofreu dois derrames e morreu. Seu corpo foi embalsamado e enterrado no Cemitério Kendal Green, Londres. Em novembro de 1964 seus restos mortais foram transladados para a Jamaica e enterrados no National Heroes Park, sendo Garvey proclamado o primeiro herói nacional jamaicano.
Ao redor do mundo, a memória de Garvey é mantida viva, seja em escolas e faculdades, estradas, prédios na África, Europa, Caribe e EUA; seja através da UNIA (com sua bandeira das cores vermelha, preta e verde); seja através de monumentos dedicados a ele, como o que figura na sala de heróis da Organização dos Estados Americanos, desde 1980.
Existem diversos monumentos dedicados a Garvey também na Jamaica, entre os quais o mais tradicional é a estátua em frente à biblioteca de Saint Ann's Bay. Na mesma cidade há uma escola secundária com o nome de Garvey. Kingston é servida com uma estrada que leva o nome de Marcus Garvey, e há um busto do herói no Apex Park. Algumas moedas jamaicanas têm gravada a fisionomia dele, também.
Marcus Garvey tem, para o povo negro, como contribuição mais importante o resgate do orgulho e da dignidade em ser negro. Suas atitudes mostram como o negro pode escapar do complexo de inferioridade racial. https://pt.wikipedia.org/wiki/Marcus_Garvey
23 – Nasce José Correia Leite, fundador do jornal O Clarim da Alvorada, em 1900. (1900-1989)
José Correia Leite nasceu no dia 23 de agosto de 1900, em São Paulo. Vindo de uma família muito pobre, cedo teve que trabalhar. Foi entregador de marmitas, lenheiro e cocheiro. Autodidata, teve incentivo de uma antiga patroa, professora, para que estudasse sozinho.
Tornou-se um dos expoentes do movimento negro brasileiro. Aos 24 anos, junto com Jayme de Aguiar, fundou o jornal O Clarim, rebatizado posteriormente de O Clarim d’Alvorada. Era um jornal feito por negros e para a comunidade negra, publicado entre os anos de 1924 a 1932. Nele, Correia atuou como diretor responsável, redator, repórter e gráfico. Ainda no início do jornal, começou a ter notícias sobre o processo de discriminação racial nos Estados Unidos que muito o influenciou.
Foi um dos mais ativos nomes do movimento negro brasileiro. Um dos fundadores, em 1931, da Frente Negra Brasileira, compôs o conselho da entidade, mas depois se demitiu por divergências ideológicas, durante a aprovação dos estatutos.
Em 1932, dirigiu o jornal A Chibata. No mesmo ano, criou o Clube Negro de Cultura Social, do qual foi um dos secretários e orientadores e onde publicou a revista Cultura. O clube funcionou até 1937. Em 1945, José Correia Leite colaborou com a fundação da Associação dos Negros Brasileiros (ANB), passando a editar o jornal Alvorada. A ANB encerraria suas atividades em 1948. Em 1956, foi criada a Associação Cultural do Negro, na qual Correia Leite assumiu a função de Presidente do Conselho Deliberativo, até 1965. Em 1960, participou ainda da elaboração da revista Niger.
Além da militância, na qual foi uma referência, João Correia tinha a preocupação de construir um diálogo com os pesquisadores que se debruçavam sobre a questão racial. Assim, ele colaborou com depoimentos e material bibliográfico para diversos trabalhos sociológicos, como Relações Raciais entre Negros e Brancos em São Paulo – pesquisa dirigida por Roger Bastide e Florestan Fernandes; A Integração do Negro na Sociedade de Classes – tese de Florestan Fernandes; Racial Consciousness and Policial Atitudes and Behavior of Blacks in São Paulo, Brazil – tese de Michael Mitchell; e A Imprensa Negra em São Paulo – tese de Miriam Nicolau Ferrara. Também participou de diversos congressos, seminários e convenções, como o III Congresso de Culturas Negras das Américas – PUC / SP, 1982, mostrado no documentário Ori de Raquel Gerber. Foi entrevistado ainda para a realização de documentários cinematográficos, como O Negro da Senzala ao Soul, da RTC, e A Escravidão, de Zózimo Bulbul.
Faleceu em 27 de fevereiro de 1989, em São Paulo, aos 88 anos de idade.
http://antigo.acordacultura.org.br/herois/heroi/josecorreialeite
24 – Primeiro Congresso da Cultura Negra das Américas, na Colômbia, em 1977.
O primeiro Congresso sobre Cultura Negra das Américas ocorreu em Cali, na Colômbia, na década de 70 – no período de 24 a 28 de agosto de 1977. Esse congresso foi convocado e respaldado pela Fundação Colombiana de Investigadores Folclóricos3 . O objetivo foi promover uma reflexão feita por afro-americanos, e sobre estes com a finalidade de superar entraves e barreiras políticas, culturais, econômicas e religiosas, impostas pelos colonizadores e ainda mantidas. O tema do Congresso foi a realidade social e cultural dos afro-americanos. Os participantes do Congresso foram divididos em quatro grupos de trabalho. O primeiro grupo tratou das questões políticas, religiosas, estéticas e morais. O segundo grupo se ateve às questões das estruturas socioeconômicas. O terceiro grupo ficou com a análise das artes e tecnologia. Enquanto o quarto grupo refletiu as questões pertinentes à Etnia e Mestiçagem. Nos diversos países, afirmaram os congressistas, por todos os meios tentam diminuir a população negra, inclusive utilizando a mestiçagem como artifício. A mestiçagem é algo interessante e bem quista desde que seja resultado da deliberação das pessoas. Não é o caso de reportar aqui toda a Ata do Congresso, mas nos parece de fundamental importância recordar as duas recomendações aprovadas pelos congressistas
http://periodicos.est.edu.br/index.php/identidade/article/viewFile/2340/2307
24 – Morre o abolicionista Luiz Gama, em 1882.
Patrono da cadeira nº 15 da Academia Paulista de Letras, poeta, advogado, jornalista e um dos mais combativos abolicionistas de nossa história.
Luís Gonzaga Pinto da Gama era filho da africana livre Luiza Mahin, uma das principais figuras da Revolta dos Malês, com um fidalgo branco de origem portuguesa, de uma rica família baiana, mas amante da boa vida e dos jogos de azar.
Depois que sua mãe foi exilada por motivos políticos, Luís, com apenas 10 anos, foi vendido como escravo pelo próprio pai, sendo levado para o Rio de Janeiro e depois para São Paulo. Foi comprado pelo alferes Antonio Pereira Cardoso, proprietário de uma fazenda no município de Lorena. Em 1847, o alferes recebeu a visita do jovem estudante Antonio Rodrigues do Prado Júnior, que, afeiçoando-se a Luís, ensinou-o a ler e a escrever.
Em 1848, Luís Gama fugiu, pois sabia que sua situação era ilegal, já que era filho de mãe livre. Após seis anos de uma tumultuada carreira no exército, deu baixa no serviço militar em 1854. Dois anos depois voltou à Força Pública.
Luís Gama inaugurou a imprensa humorística paulistana ao fundar, em 1864, o jornal "Diabo Coxo". Poeta satírico, ocultou-se, por vezes, sob o pseudônimo de Afro, Getulino e Barrabás. Sua principal obra foi "Primeiras trovas burlescas de Getulino", de 1859, onde se encontra a sátira "Quem sou eu?", também conhecida como Bodarrada.
Autodidata, Luís Gama tornou-se advogado e iniciou suas atividades contra a escravidão, conseguindo libertar mais de 500 escravos. É dele a frase: "Perante o Direito, é justificável o crime do escravo perpetrado na pessoa do Senhor". Conhecido como o "amigo de todos", tinha em casa uma caixa com moedas que dava aos negros em dificuldades que vinham procurá-lo.
Influenciou grandes figuras como Raul Pompéia, Alberto Torres e Américo de Campos, mas morreu em 24 de agosto de 1882, sem ver concretizada a Abolição.
Numa reescrita tardia da história, sua designação como rábula mudou. Em 3 de novembro de 2015, Luis Gama recebeu da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), 133 anos após a sua morte, o título de advogado. http://educacao.uol.com.br/biografias/luis-gama.htm
28 – Primeira marcha de negros sobre Washington (EUA) em favor dos direitos civis, em 1963.
O Movimento dos Direitos Civis é historicamente um período de tempo compreendido entre 1954 e 1980, ocorrido de maneiras diversas e marcado por rebeliões populares e convulsões na sociedade civil em países de todos os continentes.
O processo de conseguir a igualdade perante a Lei para todas as camadas da população independente de cor, raça ou religião, foi longo e extenuante em diversos países e a maioria destes movimentos não conseguiu atingir seu objetivo. Em seus últimos dias, alguns deles acabaram se voltando para uma conotação política de esquerda.
O mais conhecido e famoso deles através da história foi o Movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, entre1955 e 1968, que consistia em conseguir reformas nos Estados Unidos visando a abolir a discriminação e a segregação racial no país. Com o aparecimento de movimentos negros como o Black Power e os Panteras Negras no meio dos anos 60, o clamor da sociedade negra por igualdade racial acabou aumentando seu pleito para a dignidade racial.
O marco inicial deste movimento se deu no sul eminentemente racista do país, na cidade de Montgomery, estado do Alabama, em1 de dezembro de 1955, quando a costureira negra Rosa Parks ( “A Mãe dos Direitos Civis”) entrou num ônibus de volta para casa após um dia de trabalho sentou-se nos bancos da frente do ônibus, local proibido aos negros pelas leis segregacionistas do estado.
• 1963 – A Marcha sobre Washington
Ativistas negros e brancos marcham em Washington pelos direitos civis aos negros.
• Em agosto de 1963, um quarto de milhão de manifestantes, negros e brancos, vindos de toda parte da nação, se reuniram na capital do país para um dia de discursos, protestos e cantos a favor da igualdade dos direitos civis para todos os cidadãos, organizado entre outros por Martin Luther King, Bayard Rustin e Phillip Randolph, na maior aglomeração pacífica realizada nos Estados Unidos com propósitos de integração racial, direito de moradia digna, pleno emprego, direito ao voto e educaçãointegrada.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_dos_direitos_civis
29 – Dia da Visibilidade Lésbica no Brasil.
Visibilidade lésbica e o combate à lesbofobia
O dia 29 de Agosto é o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica e a semana que antecede a data é chamada de Semana da Visibilidade Lésbica; sua importância se evidencia pela urgente necessidade de se combater o ódio e a violência contra as mulheres lésbicas, recorrentes vítimas da misoginia no Brasil.
Muitas manifestações e atos de violência contra lésbicas se baseiam na ideia de controle e dominação sobre os corpos das mulheres. Por isso, aqueles que agridem mulheres lésbicas muitas vezes têm como motivação a ideia de que elas possuem um comportamento fora da norma imposta às mulheres e que elas não deveriam possuir uma sexualidade que não seja heterossexual.
Não é por acaso que muitos dos casos de violência contra lésbicas são casos de violência sexual; os chamados “estupros corretivos” seguem uma lógica que coloca o homem como autoridade curativa para “resolver” o suposto desvio que é a lesbianidade.
No fim das contas, as dificuldades enfrentadas pelas lésbicas no Brasil são frutos da misoginia e do ódio contra as mulheres que se relacionam com mulheres, como se essa orientação sexual fosse um ato de insubmissão passível de punição.
Mas nem só de estupros e de violência física se faz um comportamento e uma mentalidade lesbofóbica. No cotidiano, a lesbofobia está enraizada e escondida em muitas das tentativas de controle sobre as mulheres, desde os comentários hostis que são direcionados a mulheres consideradas pouco “femininas” até a divisão sexual do trabalho, que veta determinadas profissões às mulheres para que elas “não se pareçam com homens”, como se ambos os comportamentos, por si, fossem provas de que elas são lésbicas – algo repulsivo para a sociedade.
A lesbofobia faz com que as mulheres precisem ter medo de serem “confundidas” com lésbicas, algo que nos mostra que o combate ao sexismo é fundamental para que exista respeito por mulheres lésbicas; somente assim elas poderão viver em comunidade sem o constante medo da violência e do estupro.
Essas são questões que a garantia do casamento civil entre mulheres não consegue resolver sozinha, pois são valores culturais amplamente aceitos e reforçados. Portanto, a Semana da Visibilidade Lésbica deve nos instigar a refletir um pouco mais sobre nossos comportamentos e ideias machistas. Respeitar a diversidade também deve implicar no respeito pelas diversas maneiras de ser mulher e de ser lésbica. Assim, nos propomos a transformar nosso meio e garantimos o real respeito por mulheres de todas as orientações sexuais.
http://www.revistaforum.com.br/questaodegenero/2015/08/27/visibilidade-lesbica-e-o-combate-lesbofobia/
29 – Nasce Antônio Francisco Lisboa, escritor, entalhador e arquiteto. Aleijadinho
Escultor, entalhador e arquiteto mineiro da arte barroca, considerado o maior escultor do período barroco.
Biografia resumida
Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa) nasceu em Vila Rica no ano de 1730 (não há registros oficiais sobre esta data). Era filho de uma escrava com um mestre-de-obras português. Iniciou sua vida artística ainda na infância, observando o trabalho de seu pai que também era entalhador.
Por volta de 40 anos de idade, começa a desenvolver uma doença degenerativa nas articulações. Não se sabe exatamente qual foi a doença, mas provavelmente pode ter sido hanseníase ou alguma doença reumática. Aos poucos, foi perdendo os movimentos dos pés e mãos. Pedia a um ajudante para amarrar as ferramentas em seus punhos para poder esculpir e entalhar. Demonstra um esforço fora do comum para continuar com sua arte. Mesmo com todas as limitações, continua trabalhando na construção de igrejas e altares nas cidades de Minas Gerais.
Na fase anterior a doença, suas obras são marcadas pelo equilíbrio, harmonia e serenidade. São desta época a Igreja São Francisco de Assis, Igreja Nossa Senhora das Mercês e Perdões (as duas na cidade de Ouro Preto).
Já com a doença, Aleijadinho começa a dar um tom mais expressionista às suas obras de arte. É deste período o conjunto de esculturas Os Passos da Paixão e Os Doze Profetas, da Igreja de Bom Jesus de Matosinhos, na cidade de Congonhas do Campo. O trabalho artístico formado por 66 imagens religiosas esculpidas em madeira e 12 feitas de pedra-sabão, é considerado um dos mais importantes e representativos do barroco brasileiro.
A obra de Aleijadinho
A obra de Aleijadinho mistura diversos estilos do barroco. Em suas esculturas estão presentes características do rococó e dos estilos clássico e gótico. Utilizou como material de suas obras de arte, principalmente a pedra-sabão, matéria-prima brasileira. A madeira também foi utilizada pelo artista.
Morreu pobre, doente e abandonado na cidade de Ouro Preto no ano de 1814 (ano provável). O conjunto de sua obra foi reconhecido como importante muitos anos depois. Atualmente, Aleijadinho é considerado o mais importante artista plástico do barroco mineiro.
31 – Conferência de Durban, em 2001.
A conferência mundial de Durban contra o racismo
Ao acabar os horrores da segunda guerra mundial, os autores da Declaração Universal pelos Direitos Humanos, emitiram o desejo de o mundo nunca mais fosse testemunha de persecuções fundadas sobre a origem racial e enunciaram que cada um, sem distinção de côr, de raça, de sexo, de idioma o de religião, poderia se recomendar dos direitos humanos e das liberdades fundamentais.
Sessenta anos mais tarde é só constatar que a pesar de termos observados alguns sucessos, as formas de intolerâncias fundadas sobre idéias de superioridade dos que padecem minoridades, povos indigenos ou trabalhadores migrantes, se acrescentaram ou reapareceram.
Frente aquelas recrudescências, a Conferência Mundial contra o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e a intolerência asociada, que se organizou em Durban na África do Sul em setembro 2001, constituiu una ocasião para se concentrar nas etapas práticas para lutar contra o racismo e editou recomendações para combater os prejuízos e a intolerência.
Os intercâmbios entre os Estados membros, as Instituições especializadas e as organizações não governamentais levaram a uma declaração e um programa de ações incluindo medidas para a prevenção, a educação e reparações ou pretendendo melhorar as cooperações e o resforzamento dos mecanismos de colaborações para lutar contra o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e a intolerência asociada.
Na ocasião desta conferência, foi reconhecido " que a escravidão e o tráfico negreiro, particularmente o tráfico transatlántico, foram tragédias horríveis na história da humanidade, não só por causa da sua barbária odiosa, mais também pelo tamanho, seu caráter organizado e especialmente pela negação da identidade das vítimas………que a escravidão e o tráfico de escravos constituem um crime contra a humanidade e que sempre deveria ter sido assim, especialmente do tráfico transatlántico, e que são umas das principais fontes e manifestação do racismo, da discriminação racial, da xenofobia e da intolerência asociada, e que os africanos e pessoas de ascendência africana, así como as pessoas de ascendência asiatica e os povos indigenos, foram vítimas desses atos e siguem padeciendo das consecuencias "
Foi naquele reconhecimento internacional das raízes históricas dos maus atuais que se chamam racismo, a xenofobia e as discriminações, que o projeto « da rota das abolições da escravidão e dos Direitos Humanos » tirou sua legitimidade e pretende desempenhar um papel ativo no sentido da política liderada pelas Nações Unidas e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, elaborada pelo francês René Cassin, filho espiritual do Abade Gregoire.
Informações sobre a conferência de Durban http://www.un.org/french/WCAR/
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
03 de agosto o dia do Capoeirista
03 de agosto o dia do Capoeirista
Por Geraldo Majela -
Ago 3, 2016
A capoeira é uma expressão cultural conhecida também como uma arte marcial brasileira, misturando uma dança e luta típica do Nordeste do Brasil, especialmente na Bahia.
A origem da data se deu em três de agosto, pois foi nesse dia que o Governo do Estado de São Paulo criou a lei nº 4.649, de 1985, que instituiu o Dia do Capoeirista.
Com a abolição da escravatura no século 19, os negros desempregados começaram a trabalhar nas principais cidades portuárias para carregar móveis, mercadorias e até dejetos.
A única defesa que eles tinham era a capoeira: combinavam agilidade com cacetes e facas. Com isso, aterrorizaram a população. Mas com a chegada da República, em 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca iniciou uma campanha de combate à capoeira.
Em outubro de 1890, foi promulgada a Lei 487, de Sampaio Ferraz. A pena era de dois a seis meses de trabalho forçado na Ilha de Fernando de Noronha. No art. 402, “Dos vadios capoeiras”, lê-se:
“Fazer nas ruas e praças públicas exercícios de agilidade e destreza corporal conhecidos pela denominação capoeiragem; andar em correria, com armas ou instrumentos capazes de produzir uma lesão corporal, provocando tumulto ou desordem, ameaçando pessoa certa ou incerta, ou incutindo temor de algum mal”.
Somente quarenta anos depois, o presidente da República Getúlio Vargas veio a liberar uma série de manifestações populares, entre elas a capoeira, que hoje ambiciona figurar nos jogos olímpicos.
Considerada como patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, o batizado é o mais importante ritual capoeirista. Quem comanda o batizado é o capoeirista mais graduado do grupo, seja ele mestre, contramestre ou professor. Os alunos jogam com um capoeirista formado e devem tentar se defender. Normalmente o jogo termina com a queda do aluno, momento em que é considerado batizado, mas o capoeirista formado pode julgar a queda desnecessária.
Desta forma, os alunos novos recebem sua primeira corda e demais alunos podem passar para graduações superiores. É tido com um dos momentos mais honrosos para o capoeirista.
Fontes: Sites Brasil Cultura e Wikipédia
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Câmara aprova Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra em 25 de julho
Escrito por Portal Câmara dos Deputados Sex, 04 de Abril de 2014 14:56
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (1º), em caráter conclusivo, proposta do Senado (PL 5746/09) que institui a data de 25 de julho como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A proposta segue para sanção presidencial.
O relator do projeto, deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP), ressalta que Tereza de Benguela foi uma líder quilombola que viveu no Mato Grosso do Sul. “Sob sua liderança, o Quilombo Quariterê resistiu à escravidão por duas décadas, e sobreviveu até 1770”, sustenta.
América Latina
A autora do texto, ex-senadora Serys Slhessarenko, destaca que, em toda a América Latina, apenas o Brasil ainda não comemora o Dia Internacional da Mulher Negra em 25 de julho. “É preciso criar um símbolo para a mulher negra, tal como existe o mito Zumbi dos Palmares. As mulheres carecem de heroínas negras que reforcem o orgulho de sua raça e de sua história”, sustenta.
A comissão aprovou também o PL 5371/09, da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), em análise conjunta, que inclui, no calendário comemorativo nacional, o dia 25 de julho como Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.
Tereza de Benguela
Tereza de Benguela foi uma líder quilombola que viveu no atual estado do Mato Grosso, no Brasil, durante o século 18. Foi esposa de José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho (ou do Quariterê), entre o rio Guaporé (a atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia) e a atual cidade de Cuiabá. Com a morte de José Piolho, Teresa se tornou a rainha do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho e a população (79 negros e 30 índios), morta ou aprisionada.
Administração
A rainha Teresa comandou a estrutura política, econômica e administrativa do quilombo, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou resgatadas das vilas próximas. Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra que lá se refugiava eram transformados em instrumento de trabalho, visto que dominavam o uso da forja. O Quilombo do Guariterê, além do parlamento e de um conselheiro para a rainha, desenvolvia agricultura de algodão e possuía teares onde se fabricavam tecidos que eram comercializados fora dos quilombos, como também os alimentos excedentes.
Dia Nacional de Teresa de Benguela
O dia de 25 de julho é instituído no Brasil pela Lei número 12.987 como o Dia Nacional de Teresa de Benguela e da Mulher Negra.
Referências
1. «Quem foi Tereza de Benguela». www.geledes.org.br. Geledes.org.br.
2. Lei 12.987 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12987.htm
quinta-feira, 21 de julho de 2016
AGENDA NEGRA DE JULHO
01 - Independência de Ruanda, África
Ruanda-Urundi foi um território da Bélgica, sob Mandato da Liga das Nações e posteriormente Protetorado das Nações Unidas, entre 1924 e 1962, ano em que resultou nos estados independentes de Ruanda e do Burundi.
Os reinos de Ruanda e do Burundi, foram anexados pela Alemanha junto com outros estados da região africana dos Grandes Lagos no final do século XIX e início do século XX. Embora pertenceu a África Oriental Alemã, a presença alemã na região era mínima.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a região foi conquistada pelas forças do Congo Belga em 1916. O Tratado de Versalhes dividiu a África Oriental Alemã, passando a maior parte do território a ser conhecida como Tanganica, que foi colocado nas mãos da Grã-Bretanha, enquanto que a parte ocidental correspondia a Bélgica. Formalmente, esta parte é conhecida como Territórios Belgas Ocupados da África Oriental. Em 1924, tornou Ruanda-Urundi, quando a Liga das Nações emitiu um mandato formal para garantir o controle total da área.
A presença belga no território era muito maior do a alemã, especialmente em Ruanda. Embora pelas regras do mandato, a Bélgica teria de contribuir para o desenvolvimento dos territórios e prepará-los para a independência, mas os belgas exploraram o território economicamente, obtendo lucros para a metrópole. O cultivo do café foi uma das principais atividades econômicas.
Para implementar seu sistema, os belgas usaram a estrutura de poder indígena que consistia de uma classe dirigente tutsi, que governava a maioria da população Hutu. Os administradores belgas acreditavam nas teorias raciais da época e convenceram os tutsis que estes eram racialmente superiores. Embora antes da colonização, os Hutus tinham desempenhado um papel importante no governo, os belgas simplificaram os assuntos estratificando a sociedade por critérios raciais. A ira diante da opressão e do desgoverno se dirigiu a elite tutsi, ao invés do distante poder colonial. Estas divisões teriam grande importância décadas após a independência.
Após a dissolução da Liga das Nações, a região tornou-se um território sob tutela das Nações Unidasem 1946. Isto incluía a promessa belga de preparar as áreas para a independência, mas acreditava que levaria décadas até estarem prontas para o autogoverno.
A independência veio em grande parte devido aos eventos que ocorreram em outras regiões. Nos anos cinquenta, surgiu um movimento pela independência no Congo Belga e a Bélgica, se convenceu de que não poderia controlar o território. Em 1960, o maior vizinho de Ruanda-Urundi tornou-se independente. Após dois anos de preparação, a colônia ganhou a independência em 1 de julho de 1962, divididos em Ruanda e Burundi. Levou mais dois anos para que os dois tivessem um governo totalmente separado. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ruanda-Urundi
1- Independência do Burundi, em 1962
! -
Em 1885, na Conferência de Berlim, as potências europeias partilham a maior parte da África. O território do atual Burundi é entregue à Alemanha. A chegada dos colonos alemães, a partir de 1906, agrava antigas rivalidades entre os hutus (maioria da população) e a minoria tutsi, que exercia um poder monárquico. Os tutsis ganham status de elite privilegiada, com acesso exclusivo à educação, às Forças Armadas e a postos na administração estatal. Após a Primeira Guerra Mundial, o Burundi é unificado com a vizinha Ruanda, ficando sob tutela da Bélgica, que mantém as prerrogativas dos tutsis. Em 1946, a tutela passa para a Organização das Nações Unidas (ONU).
Em 1962, o país torna-se independente, sob monarquia tutsi. Com a saída da força militar belga, a luta pelo poder transforma-se em conflito étnico e alcança toda a sociedade. Os ressentimentos acumulados desde o período colonial explodem em 1965, quando uma rebelião hutu é esmagada pelo governo. No ano seguinte, a monarquia é derrubada por um golpe de Estado liderado pelo primeiro-ministro, Michel Micombero, que proclama a república e assume a Presidência. https://pt.wikipedia.org/wiki/Burundi
02 – Nasce e 1921, Franz Fanon, médico psiquiatra e revolucionário. Nascido na Martinica e tendo sido aluno de Aimé Césaire, Fanon fugiu das Antilhas como dissidente (no período de Vichy, quando a França estava sob ocupação nazista). Aos dezoito anos, Fanon alistou-se nas forças solidarias a De Gaulle, lutando pela França no norte da África. Lutou em Casablanca, na Argélia e na própria Europa (na Alsacia e em Toulon).
Terminada a guerra, regressou a Martinica por um breve período, ajudando na campanha de Cesaire ao congresso. Voltou à França e cursou psiquiatria em Lyon, graduando-se em 1951. Depois de alguns anos de residência médica dirigiu-se para a Argélia, como chefe de serviços do Hospital Psiquiátrico Blida-Joinville, em 1953. Ali ele radicalizou seus métodos de tratamento, considerando uma prática psiquiátrica que procurava conectar os pacientes com seu passado cultural. Em 1954 com a explosão da revolução argelina, aderiu a FNL (Frente de Libertação Nacional). Foi expulso da Argélia em 1957 viajando para Tunis (Tunísia), aonde continuou o trabalho de resistência e denúncia dos males do colonialismo francês e publicando vários artigos e livros.
Faleceu em 1961, nos Estados Unidos, enquanto tratava-se de Leucemia. Fanon foi o principal pensador dos males do colonialismo.
Principais obras:
Pele Negra, Máscaras Brancas, (1952)
L’An V de la révolution algérienne, (1959)
Os Condenados da Terra, (1961)
Pela Revolução Africana, (1964)
https://africaemquestao.wordpress.com/2012/10/16/mini-biografia-de-frantz-fanon
02 – Nasce Patrice Lumumba, no Congo, em 1925. Patrice Émery Lumumba, nascido como Élias Okit'Asombo (Onalua, Congo Belga, (2 de Julho de1925 – Katanga, 17 de Janeiro de 1961), foi um líder anti-colonial e político congolês.
Em sua curta e tumultuada carreira política, ele optou por se alinhar aos valores anti-imperialistas e do pan-africanismo, defendendo consistentemente a solidariedade entre os povos da África para além dos limites de nação, etnia, cultura, classe e gênero, encorajando a luta não violenta contra o colonialismo e convocando ao diálogo os países desenvolvidos e em desenvolvimento.
Fundador do Movimento Nacional Congolês (MNC), ele foi a principal liderança na luta contra a dominação colonial belga no Congo, tendo participação decisiva na libertação do seu país do jugo imperialista europeu.
Foi eleito primeiro-ministro eleito de seu país em 1960, mas ocupou o cargo apenas por 12 semanas, pois seu governo foi derrubado por um golpe de estado liderado pelo coronel Joseph Mobutu em meio à crise política do Congo. Ao tentar fugir para o leste do país, Lumumba seria capturado algumas semanas mais tarde. Seu assassinato, que ocorreu em janeiro de 1961, teve participação do governo dos Estados Unidos e da Bélgica, que viam o líder congolês como alinhado à União Soviética. https://www.google.com.br/?gfe_rd=cr&ei=PXeNV5XnPIyX8Qfp97bQCA#q=+02+%E2%80%93+Nasce+Patrice+Lumumba%2C+no+Congo%2C+em+1925
02 – Independência da Bahia, em 1823, com a vitória final dos brasileiros sobre os portugueses na luta pela independência. A Independência da Bahia foi um movimento que, iniciado em 1821 (mas com raízes anteriores) e com desfecho em 2 de julho de 1823, motivado pelo sentimento federalista emancipador de seu povo, terminou pela inserção daquela então província na unidade nacional brasileira, durante a Guerra da independência do Brasil.
Aderira Salvador à Revolução liberal do Porto, de1820 e, com a convocação das Cortes Gerais em Lisboa, em janeiro do ano seguinte, envia deputados como Miguel Calmon du Pin e Almeida na defesa dos interesses locais. Divide-se a cidade em vários partidos, o liberal unindo mesmo portugueses e brasileiros, interessados em manter a condição conquistada com a vinda da Corte para o país de Reino Unido, e os lusitanos interessados na volta ao status quo ante.
Dividem-se os interesses, acirram-se os ânimos: de um lado, portugueses interessados em manter a província como colônia, dos outros brasileiros, liberais, conservadores, monarquistas e até republicanos se unem, finalmente, no interesse comum de uma luta que já se fazia ao longo de quase um ano, e que somente se faz unificada com a própria Independência do Brasil a partir de 14 de junho de 1822, quando é feita na Câmara da vila de Santo Amaro da Purificação a proclamação que pregava a unidade nacional, e reconhecia a autoridade de D. Pedro I.
Na Bahia a luta pela Independência veio antes da brasileira, e só concretizou-se quase um ano depois do 7 de setembro de 1822: ao contrário da pacífica proclamação às margens do Ipiranga, só ao custo de milhares de vidas e acirradas batalhas por terra e mar emancipou-se de Portugal, de tal modo que seu Hino afirma ter o Sol que nasceu ao 2 de julho brilhado "mais que o primeiro".
https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_da_Bahia
03 – Aprovada a Lei Afonso Arinos, Lei nº 1.390, abordando a discriminação racial como contravenção penal, em 1951. Inclui entre as contravenções penais a prática de atos resultantes de preconceitos de raça ou de cor.
O Presidente da República, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art 1º Constitui contravenção penal, punida nos termos desta Lei, a recusa, por parte de estabelecimento comercial ou de ensino de qualquer natureza, de hospedar, servir, atender ou receber cliente, comprador ou aluno, por preconceito de raça ou de cor.
Parágrafo único. Será considerado agente da contravenção o diretor, gerente ou responsável pelo estabelecimento.
Art 2º Recusar alguém hospedagem em hotel, pensão, estalagem ou estabelecimento da mesma finalidade, por preconceito de raça ou de côr. Pena: prisão simples de três meses a um ano e multa de Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros) a Cr$20.000,00 (vinte mil cruzeiros). Ver tópico
Art 3º Recusar a venda de mercadorias e em lojas de qualquer gênero, ou atender clientes em restaurantes, bares, confeitarias e locais semelhantes, abertos ao público, onde se sirvam alimentos, bebidas, refrigerantes e guloseimas, por preconceito de raça ou de côr. Pena: prisão simples de quinze dias a três meses ou multa de Cr$500,00 (quinhentos cruzeiros) a Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros).
Art 4º Recusar entrada em estabelecimento público, de diversões ou esporte, bem como em salões de barbearias ou cabeleireiros por preconceito de raça ou de côr. Pena: prisão simples de quinze dias três meses ou multa de Cr$500,00 (quinhentos cruzeiros) a Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros).
Art 5º Recusar inscrição de aluno em estabelecimentos de ensino de qualquer curso ou grau, por preconceito de raça ou de côr. Pena: prisão simples de três meses a um ano ou multa de Cr$500,00 (quinhentos cruzeiros) a Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros).
Parágrafo único. Se se tratar de estabelecimento oficial de ensino, a pena será a perda do cargo para o agente, desde que apurada em inquérito regular.
Art 6º Obstar o acesso de alguém a qualquer cargo do funcionalismo público ou ao serviço em qualquer ramo das forças armadas, por preconceito de raça ou de cor. Pena: perda do cargo, depois de apurada a responsabilidade em inquérito regular, para o funcionário dirigente de repartição de que dependa a inscrição no concurso de habilitação dos candidatos.
Art 7º Negar emprego ou trabalho a alguém em autarquia, sociedade de economia mista, empresa concessionária de serviço público ou empresa privada, por preconceito de raça ou de côr. Pena: prisão simples de três meses a um ano e multa de Cr$500,00 (quinhentos cruzeiros) a Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros), no caso de empresa privada; perda do cargo para o responsável pela recusa, no caso de autarquia, sociedade de economia mista e empresa concessionária de serviço público.
Art 8º Nos casos de reincidência, havidos em estabelecimentos particulares, poderá o juiz determinar a pena adicional de suspensão do funcionamento por prazo não superior a três meses.
Art 9º Esta Lei entrará em vigor quinze dias após a sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 3 de julho de 1951; 130º da Independência e 63º da República.
Getúlio Vargas
Francisco Negrão de Lima
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 10.7.1951
http://search.easydialsearch.com/search?q=Aprovada%20a%20Lei%20Afonso%20Arinos,%20Lei%20n%201.390
3 – Independência a Argélia, África
Na França, a rebelião argelina acabou levando Charles de Gaulle de volta ao poder: em 1958, ele decretou maiores direitos para os cidadãos muçulmanos da Argélia e, um ano depois, já falava do direito da Argélia à autodeterminação. O resto foi uma questão de tempo: a França iniciou as negociações com a FLN em 1961, depois que seus líderes foram libertados das prisões.
Na primavera europeia de 1962, foi acertado um plebiscito, realizado a 1º de julho. Seis milhões de argelinos votaram a favor da independência e apenas 16 mil foram contrários a ela. Em seguida, os políticos argelinos assumiram o poder em Argel e a maioria dos europeus deixou o país.
http://www.dw.com/pt/1954-in%C3%ADcio-da-guerra-de-independ%C3%AAncia-da-arg%C3%A9lia/a-314126
05 - Independência de Cabo Verde
Em 5 de junho de 1975, foi proclamada a Independência de Cabo Verde, território colonizado pelo Império Português a partir de meados do século XV. O surgimento do Partido Africano Para a Independência da Guiné e Cabo Verde – PAIGC – serviu para congregar e lutar pelas aspirações de autonomia e independência nos Territórios insulares de Cabo Verde e da Guiné-Bissau a partir de 1956. Com o advento do 25 de abril e, por conseguinte, o fim da Guerra Colonial, a independência do Arquipélago viria a concretizar-se
http://media.rtp.pt/memoriasdarevolucao/acontecimento/proclamacao-da-independencia-de-cabo-verde/
06 – Morre, em Salvador na Bahia, Castro Alves, em 1871. Antônio Frederico de Castro Alves (Curralinho, 14 de março de 1847 — Salvador, 6 de julho de 1871) foi um poeta brasileiro.
Nasceu na fazenda Cabaceiras, a sete léguas (42 km) da vila de Nossa Senhora da Conceição de "Curralinho", hoje Castro Alves, no estado da Bahia.
Suas poesias mais conhecidas são marcadas pelo combate à escravidão, motivo pelo qual é conhecido como "Poeta dos Escravos". Foi o nosso mais inspirado poeta condoreiro.
O retorno à Bahia
Em fevereiro de 1870 seguiu para Curralinho para melhorar a tuberculose que se agravara, viveu na fazenda Santa Isabel, em Itaberaba. Em setembro, voltou para Salvador. Ainda leria, em outubro, A cachoeira de Paulo Afonso para um grupo de amigos, e lançou Espumas flutuantes. Mas pouco durou.
Sua última aparição em público foi em 10 de fevereiro de 1871 numa récita beneficente. Morreu às três e meia da tarde, no solar da família no Sodré, Salvador, Bahia, em 6 de julho de 1871.
Seus escritos póstumos incluem apenas um volume de versos: A Cachoeira de Paulo Afonso (1876),Os Escravos (1883) e, mais tarde, Hinos do Equador (1921).
É patrono da cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras.
http://search.easydialsearch.com/search?q=Morre,%20em%20Salvador%20na%20Bahia,%20Castro%20Alves,
07 – Leitura em frente ao Teatro Municipal em São Paulo, de Carta Aberta à Nação, contra o racismo, o que marca a inauguração do Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial (MNUCDR), depois MNU, em 1978.
07 – Nascimento de Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, em Serra Talhada, Pernambuco, em 1898.
08 - Fundação do Instituto de Pesquisas da Cultura Negra (IPCN), Rio de Janeiro / 1975
10 – Nascimento do escultor popular Mestre Vitalino Pereira dos Santos. Vitalino Pereira dos Santos foi um homem despretensioso sobre o futuro sua arte. Ele nasceu no dia 10 de julho de 1909 no distrito de Ribeira dos Campos, nas cercanias da cidade de Caruaru, Pernambuco. Sua história com o barro começou cedo, tinha apenas 6 anos de idade; aprendeu com sua mãe, Dona Josefa, que além de lavradora era louceira. Vitalino aproveitava as sobras do barro utilizado por sua mãe na fabricação de pratos, tijelas, panelas e potes. No começo fazia pequenos animais, como bois e cavalos que os irmãos levavam para vender na feira. Com o tempo, o mestre passou a aprimorar sua técnica e começou a retratar várias cenas do cotidiano da região. Os especialistas da obra de Vitalino contabilizam mais de 130 temas retratados pelo mestre.
Sua vida foi como a de muitos nordestinos: pobre, não frequentou a escola porque tinha que ajudar seus pais na lavoura. Fisicamente também não se distinguia muito dos demais homens da região: baixo e franzino, cor parda, pele áspera e queimada do sol. Casou-se aos 22 anos de idade com Joana Maria da Conceição, a Joaninha, com que teve 16 filhos, dos quais apenas 6 sobreviveram. Após 17 anos de casamento deixou o sítio Campos e se mudou para o Alto do Moura, comunidade localizada a 7 Km de Caruaru, onde passou o resto de sua vida. No Alto do Moura sua obra passou a ter mais destaque, ele era muito admirado pelos demais moradores do lugar. Todos queriam ver de perto seu trabalho e aprender com o mestre.
Na década de 40 as obras do Mestre Vitalino ganharam grande notoriedade na região Sudeste a partir de uma Exposição de Cerâmica Popular Pernambucana, organizada por Augusto Rodrigues no Rio de Janeiro em 1947. Depois em São Paulo expôs no Museu de Arte de São Paulo - MASP em 1949. Depois disso, a obra de Vitalino caiu no gosto das elites e virou noticia na imprensa nacional; isso fez com que a feira de Caruaru, local onde o mestre comercializava suas peças, tornasse uma atração turística. Em 1960, Vitalino fez sua primeira viagem de avião para o Rio de Janeiro. Durante os 15 dias que permaneceu na cidade, compareceu a jantares, exposições, entrevistas e programas de televisão. Essa seria a época do apogeu da obra de Vitalino, do qual ele parecia não ter muita consciência. Como prova disso está o fato do mestre só ter passado a assinar suas peças depois de ter sido aconselhado por Abelardo Rodrigues, pois um dia aquele trabalho poderia valer muito. Depois da viagem ao Rio, vieram outras como a Brasília e de São Paulo. Vitalino ganhava o Brasil e o mundo, mas infelizmente seu tempo de vida a partir desta época foi muito curto. Vitalino morreu em 1963, aos 57 anos, vítima de varíola, do descaso e da falta de conhecimento.
Como ocorre na maioria dos casos, o reconhecimento da obra do Mestre Vitalino ganhou ainda mais importância e notoriedade após a sua morte. Suas obras mais famosas são o Violeiro, o Boi, o Trio pé de serra, o Enterro na rede, o Cavalo-marinho, o Casal no boi, os Noivos a cavalo, o Caçador de onça, a Família lavrando a terra, Lampião e Maria Bonita, dentre outras.
https://cse.google.com.br/cse?cx=partner-pub-5835373847184672%3A5hm4d0dqmsn&ie=ISO-8859-1&q=Nascimento+do+escultor+popular+Mestre+Vitalino+Pereira+dos+Santos%2C+em+1909.&sa=Pesquisar&siteurl=entrada.com.br%2F%3Fcase%3D4&ref=&ss=#gsc.tab=0&gsc.q=Nascimento%20do%20escultor%20popular%20Mestre%20Vitalino%20Pereira%20dos%20Santos%2C%20em%201909.&gsc.page=1
10 – Libertação dos escravos da Amazônia, em 1884.
Nessa data o Amazonas libertou seus escravos, tornando-se o segundo Estado brasileiro a proclamar a libertação dos escravos, atrás somente do Estado do Ceará, e, quatro anos antes da Lei Áurea ser sancionada pela Princesa Isabel, ocorrida somente em 1888. Foi com a nomeação do Presidente Theodoreto Carlos de Farias Souto, para a Província do Amazonas, em fevereiro de 1884, que se deu a proliferação das sociedades abolicionistas, na capital e no interior, quando se juntaram à Sociedade Emancipadora Amazonense (1870) e à Libertadora (1881).
No dia 10 de julho de 1884 foi decretada a extinção da escravatura pelo então governador da Província do Amazonas Theodoreto Carlos de Faria Souto.
Os membros da “Sociedade Emancipadora Amazonense”, desde março de 1880, destacando-se Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha, Miguel Gomes de Figueiredo, José Coelho de Miranda Leão, José de Lima Penantes e Augusto Elíseo de Castro Fonseca, vinham fazendo constar em todos os orçamentos da Província dotações específicas na lista de suas despesas, destinadas à libertação dos escravos, através da compra das cartas de alforria, entregues sempre em festas solenes, para maior retumbância do acontecimento, sendo rara as solenidades ou quaisquer evento público em que não fossem incluídas. Como, por disposições legais através de pesadas taxas, dificultava-se entradas de escravos no território amazonense, muito rapidamente se foi diminuído seu número na região. Existia também o jornal “Abolicionista Amazonense” que teria, na opinião pública, a devida repercussão; assim como missões de alforria pelos rios Purus, Madeira e Solimões.
Efetivamente, o Amazonas ao libertar seus escravos, dava um grande e pioneiro passo à igualdade social do homem em terras brasileiras.
http://noamazonaseassim.com.br/10-de-julho-de-1884-libertacao-dos-escravos-no-amazonas/
12 - Independência de São Tomé e Príncipe
A República Democrática de São Tomé e Príncipe alcançou a sua independência em 1975, depois de séculos de domínio colonial por parte dos Portugueses. Após a independência, o País viveu momentos de comunismo, o que teve como consequência uma restrita aproximação ao resto do mundo.
Em 1991 deram-se as primeiras eleições democráticas, as ligações exteriores foram intensificadas e o turismo começou a aparecer.
https://guiaturisticostp.wordpress.com/2014/04/10/um-pequeno-breafing/
15 – Primeira Conferência sobre a Mulher Negra nas Américas, no Equador, em 1984.
17 – Grande Otelo, um dos maiores atores negros do Brasil, recebe o título de “Cidadão Paulistano”, em 1978.
18 – Nasce o líder sul africano, Nelson Mandela, em 1918. Nelson Rolihlahla Mandela (Mvezo, 18 de julho de1918 — Joanesburgo, 5 de dezembro de 2013) foi um advogado, líder rebelde e presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Negra, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e pai da moderna nação sul-africana,[2] onde é normalmente referido como Madiba (nome do seu clã) ou "Tata" (Pai).
Nascido numa família de nobreza tribal, numa pequena aldeia do interior onde possivelmente viria a ocupar cargo de chefia, recusou esse destino aos 23 anos ao seguir para a capital, Joanesburgo, e iniciar sua atuação política.[3] Passando do interior rural para uma vida rebelde na faculdade, transformou-se em jovem advogado na capital e líder da resistência não violenta da juventude, acabando como réu em um infame julgamento por traição. Foragido, tornou-se depois o prisioneiro mais famoso do mundo e, finalmente, o político mais galardoado em vida, responsável pela refundação do seu país, como uma sociedade multiétnica.
Mandela passou 27 anos na prisão - inicialmente em Robben Island e, mais tarde, nas prisões de Pollsmoor e Victor Verster. Depois de uma campanha internacional, ele foi libertado em 1990, quando recrudescia a guerra civil em seu país. Em dezembro de 2013, foi revelado pelo The New York Times que a CIA americana foi a força decisiva para a prisão de Mandela em 1962, quando agentes americanos foram empregados para auxiliar as forças de segurança da África do Sul e para localizá-lo. Até 2009, ele havia dedicado 67 anos de sua vida à causa que defendeu como advogado dos direitos humanos e pela qual se tornou prisioneiro de um regime de segregação racial, até ser eleito o primeiro presidente da África do Sul livre. Em sua homenagem, a Organização das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela no dia de seu nascimento, 18 de julho, como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia. Mandela foi uma figura controversa durante grande parte da sua vida. Denunciado como sendo um terrorista comunista por seus críticos, ele acabou sendo aclamado internacionalmente por seu ativismo e recebeu mais de 250 prêmios e condecorações, incluindo o Nobel da Paz em 1993, Presidential Medal of Freedom dos Estados Unidos e a Ordem de Leninda União Soviética. Seus críticos apontam seus traços egocêntricos e o fato de seu governo ter sido amigo de ditadores simpáticos ao Congresso Nacional Africano (CNA). Em sua vida privada, enfrentou dramas pessoais mas permaneceu fiel ao dever de conduzir seu país. Foi o mais poderoso símbolo da luta contra o regime segregacionista do Apartheid, sistema racista oficializado em 1948, e modelo mundial de resistência. No dizer de Ali Abdessalam Treki, Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, "um dos maiores líderes morais e políticos de nosso tempo".
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Mandela
24 – Nasce o poeta Solano Trindade, em Pernambuco, em 1908.
Nasceu no dia 24 de julho de 1908, no bairro de São José, no Recife (PE). Além de poeta, foi pintor, teatrólogo, ator e folclorista. Legítimo poeta da resistência negra por excelência. Em 1930, começa a compor poemas afro-brasileiros. Em1934, participa do I e do II Congresso Afro-Brasileiro, no Recife e Salvador. Em 1936, fundou a Frente Negra Pernambucana e o Centro de Cultura Afro-brasileiro, para divulgação dos intelectuais e artistas negros. Em 1940, transfere-se para Belo Horizonte. Depois chega ao Rio Grande do Sul, fixando-se por um tempo em Pelotas, onde funda com o poeta Balduíno de Oliveira um grupo de arte popular, que não foi avante por causa das enchentes.
Retornou ao Recife em 1941, mas logo foi para o Rio de Janeiro, onde faz sucesso no "Café Vermelhinho". Em 1945, funda o Comitê Democrático Afro-brasileiro, com Raimundo Souza Dantas, Aladir Custódio e Corsino de Brito. Em 1954, está em São Paulo, criando na cidade de Embu, um pólo de cultura e tradições afro-americanas. Em São Paulo também funda o Teatro Popular Brasileiro – TPB, onde desenvolveu intensa atividade cultural voltada para o folclore e para a denúncia do racismo. Em 1955, viaja para a Europa, com o TPB, onde dá espetáculos de canto e dança. Faleceu no Rio de janeiro, em 19 de fevereiro de 1974.
Página preparada gentilmente pelo poeta Salomão Sousa.
Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/pernambuco/solano_trindade.html
25 – Dia Internacional da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha.
Em 1992, na República Dominicana, aconteceu o I Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas. Com a representação de 70 países, o Encontro foi realizado com o objetivo de se debater as problemáticas e lutas específicas das mulheres negras destes países, já que os movimentos de luta feminista da Europa não incluíam as demandas das mulheres negras em seus debates. Como resultado do Encontro, estabeleceu-se não somente a criação de uma rede de mulheres da América Latina e do Caribe, como também a definição da data 25 de julho como marco internacional das lutas, resistência e organização destas mulheres. Por Ana Paula Santos e Sarah Sanches
Fonte:
https://www.ufrb.edu.br/propaae/arquivo-de-noticias/563-dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha
25 - Dia Nacional de Teresa de Benguela
Teresa de Benguela foi uma líder quilombola que viveu no atual estado do Mato Grosso, no Brasil, durante o século 18. Foi esposa de José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho (ou do Quariterê), entre o rio Guaporé (a atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia) e a atual cidade deCuiabá. Com a morte de José Piolho, Teresa se tornou a rainha do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho e a população (79 negros e 30 índios), morta ou aprisionada.
Administração
A rainha Teresa comandou a estrutura política, econômica e administrativa do quilombo, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou resgatadas das vilas próximas. Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra que lá se refugiava eram transformados em instrumento de trabalho, visto que dominavam o uso da forja. O Quilombo do Guariterê, além do parlamento e de um conselheiro para a rainha, desenvolvia agricultura de algodão e possuía teares onde se fabricavam tecidos que eram comercializados fora dos quilombos, como também os alimentos excedentes.
O dia de 25 de julho é instituído no Brasil pela Lei número 12.987 como o Dia Nacional de Teresa de Benguela e da Mulher Negra.
Referências
1. «Quem foi Tereza de Benguela». www.geledes.org.br. Geledes.org.br.
2. Lei 12.987 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12987.htm
26 - Independência da Libéria, África
A Primeira Independência Africana
A 26 de Julho de 1847 a Libéria declarou a sua independência, assumindo a forma de uma República Presidencial, cuja Constituição foi decalcada a partir da Constituição dos Estados Unidos da América. Joseph Jenkins Roberts foi o primeiro Presidente deste país africano, exercendo funções até 1856. O reconhecimento da independência da Libéria pelos países mais importantes da época ocorreu entre 1848 e 1862, respectivamente pela Grã-Bretanha, França e Estados Unidos.
http://www.diario-universal.com/2009/07/aconteceu/liberia-a-primeira-independencia-africana/
sábado, 16 de julho de 2016
CARTA MAGNA INTERNACIONAL DA UMBANDA
ORTIZ BELO DE SOUZA
A Carta surgiu da necessidade de existir um documento que legitimasse a religião da Umbanda, fornecendo uma visão ampla aos seus seguidores, e também, exteriorizando para a sociedade, a qual desconhece nosso trabalho, sua essência filosófica, nosso trato e pensamento humanista e assistencialista.
Sou Pai Ortiz Belo de Souza, Sacerdote, ou seja, ministro religioso de umbanda, e idealizador deste documento denominado Carta Magna da Umbanda, hoje, com apoio e representatividade Internacional. Dentro dos preceitos religiosos de Umbanda e para que o coletivo fosse representado, fiz questão de chamar TODOS os religiosos para debater e sugerir sobre a formatação ideológica, filosófica e religiosa dos temas e do conteúdo geral da Carta.
Para melhor explicar os objetivos e resultado final desta, faço uso da análise da Comissão Especial de Liberdade Religiosa da OAB Osasco, presidida pela Dra. Samantha, advogada convidada a fazer parte do corpo jurídico deste referido documento, conforme consta do seguinte artigo, utilizado em publicação da OAB:
CARTA MAGNA INTERNACIONAL DA UMBANDA
A Comissão Especial de Liberdade Religiosa da OAB/SP, Seccional Osasco, teve ciência de projeto de grande valor. De autoria do Sacerdote Ortiz Belo de Souza, e com aval de vários líderes religiosos e órgãos representativos da religião da UMBANDA, como o SOI, Superior Órgão Internacional da Umbanda, após longa discussão sobre as premissas, foi finalizada a CARTA MAGNA DA UMBANDA.
A Carta objetiva o reconhecimento, respeito, aceitação e legitimação desta religião perante os umbandistas das linhas espalhadas pelo mundo, bem como, de adeptos de outras religiões, a exemplo de católicos e protestantes. Para tanto, expõe uma linha firme de pensamento religioso, demonstra as bases históricas em que a Umbanda foi criada e desenvolvida no Brasil, seu hino, usos, costumes, sem retirar a liberdade de culto de cada terreiro e dos seus sacerdotes.
Numa proposta análoga da Encíclica Papal do Catolicismo, a Carta Magna da Umbanda traz recomendações de conduta com considerações de ordem filosófica, ética e humanista para seus fiéis, assumindo posições sobre questões polêmicas como eutanásia, distanásia e ortotanásia, aborto, doação de órgãos em vida e “post mortem”, violência doméstica, com amplas considerações sobre crianças, adolescentes, deficientes e idosos. O que nos chama atenção é que esta religião não têm receio de propagar a linha dos organismos internacionais de direitos humanos, no que tange às liberdades e igualdades, especialmente, em relação à cor, raça, etnia, sexo e de gênero, reconhecendo, taxativamente, e com ineditismo, num documento de natureza religiosa, o direito ao casamento, união estável e adoção por casais homossexuais. Também, prega o uso de contraceptivos para fins de planejamento familiar e paternidade responsável! E destaca a igualdade da mulher na lida religiosa dos terreiros e no mercado de trabalho.
Na análise da Comissão – que teve a oportunidade de revisar o documento sob o viés jurídico – trata-se de Carta extremamente moderna, coerente, inovadora e afinada às Constituições, Tratados Internacionais e legislações de direitos humanos, com profundidade jamais vista, em documentos análogos de religiões. No desejo de propagar a diversidade religiosa e combater a intolerância de que são vítimas as religiões de Umbanda, as de matrizes africanas, as de origem natural, como a Wicca, e outras, a Comissão dará espaço para os líderes religiosos que queiram divulgar seus preceitos, na base da tolerância e boa convivência. Porque, de fato, acreditamos na construção do Estado Democrático de Direito laico, e respeitador das liberdades fundamentais, e no esforço comum para a convivência pacífica em seio social entre ateus, agnósticos e religiosos. Posto que em verdade, tudo é aceitação à diversidade como riqueza social e, proclamamos o mesmo, nos dizeres: Amém, Assim seja, Axé, Paz de Cristo, Shalom, Namasté, Motumbá, Salaam Aleikum, Optchá, Saravá, já que tudo significa ser Deísta e pregador da PAZ MUNDIAL
ORTIZ BELO DE SOUZA
A Carta surgiu da necessidade de existir um documento que legitimasse a religião da Umbanda, fornecendo uma visão ampla aos seus seguidores, e também, exteriorizando para a sociedade, a qual desconhece nosso trabalho, sua essência filosófica, nosso trato e pensamento humanista e assistencialista.
Sou Pai Ortiz Belo de Souza, Sacerdote, ou seja, ministro religioso de umbanda, e idealizador deste documento denominado Carta Magna da Umbanda, hoje, com apoio e representatividade Internacional. Dentro dos preceitos religiosos de Umbanda e para que o coletivo fosse representado, fiz questão de chamar TODOS os religiosos para debater e sugerir sobre a formatação ideológica, filosófica e religiosa dos temas e do conteúdo geral da Carta.
Para melhor explicar os objetivos e resultado final desta, faço uso da análise da Comissão Especial de Liberdade Religiosa da OAB Osasco, presidida pela Dra. Samantha, advogada convidada a fazer parte do corpo jurídico deste referido documento, conforme consta do seguinte artigo, utilizado em publicação da OAB:
CARTA MAGNA INTERNACIONAL DA UMBANDA
A Comissão Especial de Liberdade Religiosa da OAB/SP, Seccional Osasco, teve ciência de projeto de grande valor. De autoria do Sacerdote Ortiz Belo de Souza, e com aval de vários líderes religiosos e órgãos representativos da religião da UMBANDA, como o SOI, Superior Órgão Internacional da Umbanda, após longa discussão sobre as premissas, foi finalizada a CARTA MAGNA DA UMBANDA.
A Carta objetiva o reconhecimento, respeito, aceitação e legitimação desta religião perante os umbandistas das linhas espalhadas pelo mundo, bem como, de adeptos de outras religiões, a exemplo de católicos e protestantes. Para tanto, expõe uma linha firme de pensamento religioso, demonstra as bases históricas em que a Umbanda foi criada e desenvolvida no Brasil, seu hino, usos, costumes, sem retirar a liberdade de culto de cada terreiro e dos seus sacerdotes.
Numa proposta análoga da Encíclica Papal do Catolicismo, a Carta Magna da Umbanda traz recomendações de conduta com considerações de ordem filosófica, ética e humanista para seus fiéis, assumindo posições sobre questões polêmicas como eutanásia, distanásia e ortotanásia, aborto, doação de órgãos em vida e “post mortem”, violência doméstica, com amplas considerações sobre crianças, adolescentes, deficientes e idosos. O que nos chama atenção é que esta religião não têm receio de propagar a linha dos organismos internacionais de direitos humanos, no que tange às liberdades e igualdades, especialmente, em relação à cor, raça, etnia, sexo e de gênero, reconhecendo, taxativamente, e com ineditismo, num documento de natureza religiosa, o direito ao casamento, união estável e adoção por casais homossexuais. Também, prega o uso de contraceptivos para fins de planejamento familiar e paternidade responsável! E destaca a igualdade da mulher na lida religiosa dos terreiros e no mercado de trabalho.
Na análise da Comissão – que teve a oportunidade de revisar o documento sob o viés jurídico – trata-se de Carta extremamente moderna, coerente, inovadora e afinada às Constituições, Tratados Internacionais e legislações de direitos humanos, com profundidade jamais vista, em documentos análogos de religiões. No desejo de propagar a diversidade religiosa e combater a intolerância de que são vítimas as religiões de Umbanda, as de matrizes africanas, as de origem natural, como a Wicca, e outras, a Comissão dará espaço para os líderes religiosos que queiram divulgar seus preceitos, na base da tolerância e boa convivência. Porque, de fato, acreditamos na construção do Estado Democrático de Direito laico, e respeitador das liberdades fundamentais, e no esforço comum para a convivência pacífica em seio social entre ateus, agnósticos e religiosos. Posto que em verdade, tudo é aceitação à diversidade como riqueza social e, proclamamos o mesmo, nos dizeres: Amém, Assim seja, Axé, Paz de Cristo, Shalom, Namasté, Motumbá, Salaam Aleikum, Optchá, Saravá, já que tudo significa ser Deísta e pregador da PAZ MUNDIAL!
SAMANTHA KHOURY CREPALDI DUFNER é Presidente da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB/SP – Seccional Osasco; Advogada; Mestre em Direitos Humanos Fundamentais pela UNIFIEO; Especialista em Direito Notarial e Registral Imobiliário pela EPD; Professora de Direito Civil na FALC – Faculdade da Aldeia de Carapicuíba e na Faculdade Zumbi dos Palmares. Professora de Direito Civil nos cursos preparatórios para OAB e de Pós Graduação do Complexo Andreucci. Palestrante. Escritora e Colunista do Jornal Fato Jurídico. Pesquisadora em Direitos Humanos e Direito Civil.
Convidamos a todos, religiosos ou não, desta ou de outras crenças, a conhecer nossa história, cultura, valores e princípios através da leitura da Carta Magna e da participação em nossos cultos. Nosso maior objetivo é estabelecer a convivência numa irmandade de paz, pois a Umbanda, ao contrário do que muitos equivocadamente pensam, é uma religião que prega a Caridade, a Paz e o Amor. Somos mensageiros do Divino e compreendemos a religião em sua dimensão universalista!
Saravá a todos!
SAMANTHA KHOURY CREPALDI DUFNER é Presidente da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB/SP – Seccional Osasco; Advogada; Mestre em Direitos Humanos Fundamentais pela UNIFIEO; Especialista em Direito Notarial e Registral Imobiliário pela EPD; Professora de Direito Civil na FALC – Faculdade da Aldeia de Carapicuíba e na Facul
ORTIZ BELO DE SOUZA
A Carta surgiu da necessidade de existir um documento que legitimasse a religião da Umbanda, fornecendo uma visão ampla aos seus seguidores, e também, exteriorizando para a sociedade, a qual desconhece nosso trabalho, sua essência filosófica, nosso trato e pensamento humanista e assistencialista.
Sou Pai Ortiz Belo de Souza, Sacerdote, ou seja, ministro religioso de umbanda, e idealizador deste documento denominado Carta Magna da Umbanda, hoje, com apoio e representatividade Internacional. Dentro dos preceitos religiosos de Umbanda e para que o coletivo fosse representado, fiz questão de chamar TODOS os religiosos para debater e sugerir sobre a formatação ideológica, filosófica e religiosa dos temas e do conteúdo geral da Carta.
Para melhor explicar os objetivos e resultado final desta, faço uso da análise da Comissão Especial de Liberdade Religiosa da OAB Osasco, presidida pela Dra. Samantha, advogada convidada a fazer parte do corpo jurídico deste referido documento, conforme consta do seguinte artigo, utilizado em publicação da OAB:
CARTA MAGNA INTERNACIONAL DA UMBANDA
A Comissão Especial de Liberdade Religiosa da OAB/SP, Seccional Osasco, teve ciência de projeto de grande valor. De autoria do Sacerdote Ortiz Belo de Souza, e com aval de vários líderes religiosos e órgãos representativos da religião da UMBANDA, como o SOI, Superior Órgão Internacional da Umbanda, após longa discussão sobre as premissas, foi finalizada a CARTA MAGNA DA UMBANDA.
A Carta objetiva o reconhecimento, respeito, aceitação e legitimação desta religião perante os umbandistas das linhas espalhadas pelo mundo, bem como, de adeptos de outras religiões, a exemplo de católicos e protestantes. Para tanto, expõe uma linha firme de pensamento religioso, demonstra as bases históricas em que a Umbanda foi criada e desenvolvida no Brasil, seu hino, usos, costumes, sem retirar a liberdade de culto de cada terreiro e dos seus sacerdotes.
Numa proposta análoga da Encíclica Papal do Catolicismo, a Carta Magna da Umbanda traz recomendações de conduta com considerações de ordem filosófica, ética e humanista para seus fiéis, assumindo posições sobre questões polêmicas como eutanásia, distanásia e ortotanásia, aborto, doação de órgãos em vida e “post mortem”, violência doméstica, com amplas considerações sobre crianças, adolescentes, deficientes e idosos. O que nos chama atenção é que esta religião não têm receio de propagar a linha dos organismos internacionais de direitos humanos, no que tange às liberdades e igualdades, especialmente, em relação à cor, raça, etnia, sexo e de gênero, reconhecendo, taxativamente, e com ineditismo, num documento de natureza religiosa, o direito ao casamento, união estável e adoção por casais homossexuais. Também, prega o uso de contraceptivos para fins de planejamento familiar e paternidade responsável! E destaca a igualdade da mulher na lida religiosa dos terreiros e no mercado de trabalho.
Na análise da Comissão – que teve a oportunidade de revisar o documento sob o viés jurídico – trata-se de Carta extremamente moderna, coerente, inovadora e afinada às Constituições, Tratados Internacionais e legislações de direitos humanos, com profundidade jamais vista, em documentos análogos de religiões. No desejo de propagar a diversidade religiosa e combater a intolerância de que são vítimas as religiões de Umbanda, as de matrizes africanas, as de origem natural, como a Wicca, e outras, a Comissão dará espaço para os líderes religiosos que queiram divulgar seus preceitos, na base da tolerância e boa convivência. Porque, de fato, acreditamos na construção do Estado Democrático de Direito laico, e respeitador das liberdades fundamentais, e no esforço comum para a convivência pacífica em seio social entre ateus, agnósticos e religiosos. Posto que em verdade, tudo é aceitação à diversidade como riqueza social e, proclamamos o mesmo, nos dizeres: Amém, Assim seja, Axé, Paz de Cristo, Shalom, Namasté, Motumbá, Salaam Aleikum, Optchá, Saravá, já que tudo significa ser Deísta e pregador da PAZ MUNDIAL!
SAMANTHA KHOURY CREPALDI DUFNER é Presidente da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB/SP – Seccional Osasco; Advogada; Mestre em Direitos Humanos Fundamentais pela UNIFIEO; Especialista em Direito Notarial e Registral Imobiliário pela EPD; Professora de Direito Civil na FALC – Faculdade da Aldeia de Carapicuíba e na Faculdade Zumbi dos Palmares. Professora de Direito Civil nos cursos preparatórios para OAB e de Pós Graduação do Complexo Andreucci. Palestrante. Escritora e Colunista do Jornal Fato Jurídico. Pesquisadora em Direitos Humanos e Direito Civil.
Convidamos a todos, religiosos ou não, desta ou de outras crenças, a conhecer nossa história, cultura, valores e princípios através da leitura da Carta Magna e da participação em nossos cultos. Nosso maior objetivo é estabelecer a convivência numa irmandade de paz, pois a Umbanda, ao contrário do que muitos equivocadamente pensam, é uma religião que prega a Caridade, a Paz e o Amor. Somos mensageiros do Divino e compreendemos a religião em sua dimensão universalista!
Saravá a todos
dade Zumbi dos Palmares. Professora de Direito Civil nos cursos preparatórios para OAB e de Pós Graduação do Complexo Andreucci. Palestrante. Escritora e Colunista do Jornal Fato Jurídico. Pesquisadora em
ORTIZ BELO DE SOUZA
A Carta surgiu da necessidade de existir um documento que legitimasse a religião da Umbanda, fornecendo uma visão ampla aos seus seguidores, e também, exteriorizando para a sociedade, a qual desconhece nosso trabalho, sua essência filosófica, nosso trato e pensamento humanista e assistencialista.
Sou Pai Ortiz Belo de Souza, Sacerdote, ou seja, ministro religioso de umbanda, e idealizador deste documento denominado Carta Magna da Umbanda, hoje, com apoio e representatividade Internacional. Dentro dos preceitos religiosos de Umbanda e para que o coletivo fosse representado, fiz questão de chamar TODOS os religiosos para debater e sugerir sobre a formatação ideológica, filosófica e religiosa dos temas e do conteúdo geral da Carta.
Para melhor explicar os objetivos e resultado final desta, faço uso da análise da Comissão Especial de Liberdade Religiosa da OAB Osasco, presidida pela Dra. Samantha, advogada convidada a fazer parte do corpo jurídico deste referido documento, conforme consta do seguinte artigo, utilizado em publicação da OAB:
CARTA MAGNA INTERNACIONAL DA UMBANDA
A Comissão Especial de Liberdade Religiosa da OAB/SP, Seccional Osasco, teve ciência de projeto de grande valor. De autoria do Sacerdote Ortiz Belo de Souza, e com aval de vários líderes religiosos e órgãos representativos da religião da UMBANDA, como o SOI, Superior Órgão Internacional da Umbanda, após longa discussão sobre as premissas, foi finalizada a CARTA MAGNA DA UMBANDA.
A Carta objetiva o reconhecimento, respeito, aceitação e legitimação desta religião perante os umbandistas das linhas espalhadas pelo mundo, bem como, de adeptos de outras religiões, a exemplo de católicos e protestantes. Para tanto, expõe uma linha firme de pensamento religioso, demonstra as bases históricas em que a Umbanda foi criada e desenvolvida no Brasil, seu hino, usos, costumes, sem retirar a liberdade de culto de cada terreiro e dos seus sacerdotes.
Numa proposta análoga da Encíclica Papal do Catolicismo, a Carta Magna da Umbanda traz recomendações de conduta com considerações de ordem filosófica, ética e humanista para seus fiéis, assumindo posições sobre questões polêmicas como eutanásia, distanásia e ortotanásia, aborto, doação de órgãos em vida e “post mortem”, violência doméstica, com amplas considerações sobre crianças, adolescentes, deficientes e idosos. O que nos chama atenção é que esta religião não têm receio de propagar a linha dos organismos internacionais de direitos humanos, no que tange às liberdades e igualdades, especialmente, em relação à cor, raça, etnia, sexo e de gênero, reconhecendo, taxativamente, e com ineditismo, num documento de natureza religiosa, o direito ao casamento, união estável e adoção por casais homossexuais. Também, prega o uso de contraceptivos para fins de planejamento familiar e paternidade responsável! E destaca a igualdade da mulher na lida religiosa dos terreiros e no mercado de trabalho.
Na análise da Comissão – que teve a oportunidade de revisar o documento sob o viés jurídico – trata-se de Carta extremamente moderna, coerente, inovadora e afinada às Constituições, Tratados Internacionais e legislações de direitos humanos, com profundidade jamais vista, em documentos análogos de religiões. No desejo de propagar a diversidade religiosa e combater a intolerância de que são vítimas as religiões de Umbanda, as de matrizes africanas, as de origem natural, como a Wicca, e outras, a Comissão dará espaço para os líderes religiosos que queiram divulgar seus preceitos, na base da tolerância e boa convivência. Porque, de fato, acreditamos na construção do Estado Democrático de Direito laico, e respeitador das liberdades fundamentais, e no esforço comum para a convivência pacífica em seio social entre ateus, agnósticos e religiosos. Posto que em verdade, tudo é aceitação à diversidade como riqueza social e, proclamamos o mesmo, nos dizeres: Amém, Assim seja, Axé, Paz de Cristo, Shalom, Namasté, Motumbá, Salaam Aleikum, Optchá, Saravá, já que tudo significa ser Deísta e pregador da PAZ MUNDIAL!
SAMANTHA KHOURY CREPALDI DUFNER é Presidente da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB/SP – Seccional Osasco; Advogada; Mestre em Direitos Humanos Fundamentais pela UNIFIEO; Especialista em Direito Notarial e Registral Imobiliário pela EPD; Professora de Direito Civil na FALC – Faculdade da Aldeia de Carapicuíba e na Faculdade Zumbi dos Palmares. Professora de Direito Civil nos cursos preparatórios para OAB e de Pós Graduação do Complexo Andreucci. Palestrante. Escritora e Colunista do Jornal Fato Jurídico. Pesquisadora em Direitos Humanos e Direito Civil.
Convidamos a todos, religiosos ou não, desta ou de outras crenças, a conhecer nossa história, cultura, valores e princípios através da leitura da Carta Magna e da participação em nossos cultos. Nosso maior objetivo é estabelecer a convivência numa irmandade de paz, pois a Umbanda, ao contrário do que muitos equivocadamente pensam, é uma religião que prega a Caridade, a Paz e o Amor. Somos mensageiros do Divino e compreendemos a religião em sua dimensão universalista!
Saravá a todos
Direitos Humanos e Direito Civil.
Convidamos a todos, religiosos ou não, desta ou de outras crenças, a conhecer nossa história, cultura, valores e princípios através da leitura da Carta Magna e da participação em nossos cultos. Nosso maior objetivo é estabelecer a convivência numa irmandade de paz, pois a Umbanda, ao contrário do que muitos equivocadamente pensam, é uma religião que prega a Caridade, a Paz e o Amor. Somos mensageiros do Divino e compreendemos a religião em sua dimensão universalista!
Saravá a todos
DOCUMENTO OFICIAL PARA A RELIGIÃO DE UMBANDA CARTA MAGNA INTERNACIONAL DA UMBANDA
Irmãos Religiosos de Umbanda: Há alguns anos estamos chamando os irmãos para um momento histórico e único em nosso meio. Entendemos que a religião de Umbanda possui uma riqueza ímpar, demonstrada em sua diversidade litúrgica. Porém, o chamado não é para deliberarmos sobre a liturgia das Casas existentes e sim, criarmos uma identidade religiosa que definirá o que somos, respeitando assim, os vários tipos de trabalhos existentes. O pensamento é sempre no coletivo e não apenas em um grupo fechado, fazendo toda diferença neste projeto. Os temas hoje organizados em formato de documento é a indicação de que não se trata de um apanhado de ideias, e sim, de uma maneira séria de defendermos nossos conceitos. O intuito de criar o documento está baseado na legitimação e informação em nível organizacional para entendimento social e religioso, fortalecendo a todos os Umbandistas, estabelecendo uma linguagem interpretativa para a sociedade em geral. O documento intitulado de CARTA MAGNA DE UMBANDA serve como base orientadora para respostas aos estudiosos de teologia, sociologia, filosofia e aos seguidores da religião. É importante frisar que fica disponível a consultas para debates inter-religiosos, onde outros seguimentos poderão entender melhor o que somos; os nossos propósitos e como respondemos assuntos de interesse espiritual, social e humanitário. O respeito maior deste trabalho está em chamar os irmãos para deliberar sobre a construção deste, que é de benefício a todos, diferente de outras correntes de pensamento que atentaram contra a liberdade de expressão, perdendo oportunidade de criarmos unidade. Não posso deixar de citar que a versão realizada em novembro de 2015, por algumas federações não é sequer reflexo do documento oficial aqui disposto. Condenamos veementemente qualquer tentativa de monopólio em nosso meio e sempre pediremos respeito às opiniões expressadas nos fóruns já realizados e os que, por ventura, virão. Este projeto está em pauta desde 2012, com as deliberações por todo o território nacional, contando ainda com encontro internacional realizado em Portugal, na cidade de Leiria, com a participação de líderes da Europa. Respeitando a diversidade existente em nosso meio, foi determinado que este documento não deverá ser fixo. É necessário que esteja aberto para que sempre seja melhorado, de preferência, a cada dois anos; ficando acertado que todos os temas que foram amplamente discutidos, devem ser respeitados na sua íntegra; sendo criado grupos para as avaliações, caso haja alguma alteração. Mais uma vez chamo a atenção para o pensamento religioso, virtuoso, que levará este projeto para as esferas necessárias, para finalmente termos uma ferramenta de defesa contra o preconceito. Uma religião que preza a igualdade, respeitando a Declaração Universal dos Direitos Humanos através da Carta da ONU – Organização das Nações Unidas deve ter este documento máximo, a missão de dignificar seus milhares de seguidores, deixando o legado para a posteridade. Ortiz Belo de Souza – idealizador da CARTA MAGNA DE UMBANDA que foi inspirado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, para este trabalho. ******* CARTA MAGNA DE UMBANDA PREÂMBULO: Considerando que a religião de UMBANDA é legitimamente brasileira e foi instituída pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, através da mediunidade de ZÉLIO FERNANDINO DE MORAES, em 15 de novembro de 1908, em Neves/Niterói, no Brasil; anunciando pela primeira vez o termo; “UMBANDA”, como designativo de religião. A UMBANDA reconhece as derivações oriundas de seu cruzamento com outras religiões, ocasionadas pela diversidade religiosa no Brasil, agregando e adaptando práticas das mesmas, se posicionando totalmente contra qualquer forma de intolerância e discriminação religiosa. A Religião de Umbanda respeita todas as religiões e busca o Estado Laico existente no Brasil, não discriminando nenhum tipo de manifestação religiosa que vise o respeito e a evolução do ser humano. Assegurando que tem de existir um posicionamento único em relação à própria religião e suas percepções sobre as diversas questões sociais, jurídicas, culturais, filosóficas e humanas. Considerando que alguns que não comungam desta FÉ, acabam por interpretá-la de maneira errônea, dando conotações equivocadas que influenciam a opinião pública e a mídia. Tem-se como assente que o presente documento visa proteger os conceitos básicos desta religião, dando força a todas as Casas que professam a FÉ religiosa de UMBANDA. A partir deste instrumento, poder-se-á reivindicar com mais identidade, que respeitem os direitos religiosos e de liberdade de culto elencados na Declaração Universal dos Direitos do Homem (DUDH), nomeadamente, nos seus artigos 2° e 18°, na declaração sobre a eliminação de todas as formas de intolerância e discriminação baseadas na religião ou convicção, bem como, noutros marcos legais de natureza internacional, supranacional e nacional. Salientando que a UMBANDA é um conjunto de leis que regem a vida e a harmonia do Universo, como religião ou como ciência, na UMBANDA, tanto na prática ritualística material, como na esfera espiritual das comunidades umbandistas, só se conhece uma hierarquia espiritual: a da evolução de cada Espírito nos diversos planos da Criação e a vibratória estabelecida pelo mérito de cada um. A par do conhecimento perfeito da vida, a UMBANDA aproveita o ambiente material fornecido pela vibração humana para abrir o verdadeiro caminho da sabedoria, onde se aprende que a verdade ou a realidade final do Universo é imutável. Dentro da concepção de que o aproveitamento material fornecido pelo homem é força ativa indispensável à realização da UMBANDA, é sobre o médium que repousa integral responsabilidade, somente excedida pelo sua própria compreensão quanto à missão que lhe é, por escolha, concedida. Reconhecendo que a UMBANDA é uma síntese expressiva de Amor, Sabedoria, Respeito, Tolerância e Renúncia, como nos ensina JESUS e nos apresentam outros tantos Mestres Crísticos em vários momentos da História e em culturas tão diversas; o Umbandista utiliza-se da religião como meio de progresso, amparo e defesa; mas nunca como instrumento de ataque. Realçando que a UMBANDA está em vários países, levando a PAZ e a Elevação de uma Religião que defende os direitos pela igualdade, respeitando a pluralidade de cada nação. As bases da CARTA MAGNA DE UMBANDA são o registro dos princípios seguidos por religiosos de Umbanda pelo mundo. Explicando que a UMBANDA como religião CRISTÃ, NATURAL E ECOLÓGICA, têm em seus seguidores os defensores da Natureza; entendemos que os Sagrados Orixás se manifestam magneticamente com mais intensidade nos sítios vibratórios da natureza, aonde os religiosos de Umbanda vão constantemente, promovendo concentrações para refazimento energético, harmonizações e captação de energias sublimes, reequilibrando-os com as forças da Mãe Natureza. Claramente que, as oferendas realizadas pelos Umbandistas no seio da Natureza, além de simples, são todas efetuadas com materiais biodegradáveis, que rapidamente se incorporam no meio ambiente. A religião de UMBANDA defende a Natureza, preza pelas matas, mares, rios, cachoeiras e nascentes. Preza também pela fauna e flora, contribuindo, assim, com os Tratados Internacionais de Preservação da Natureza, indicando a necessidade de meios de desenvolvimento que não agridem. Observando que a CARTA MAGNA DE UMBANDA sugere e defende a necessidade de organização jurídica e administrativa no que diz respeito à organização dos Templos e Federações; entendendo que é fundamental órgão que represente interesses do coletivo, baseando-se no referido documento. É de suma importância informar que a UMBANDA indica inclusão nas matérias de filosofia, história, sociologia, antropologia e outras. O estudo da CARTA MAGNA DE UMBANDA como fonte didática e como ponto de partida para o diálogo inter-religioso crê na afirmação de que as religiões constituem os diversos caminhos de evolução espiritual que conduzem a DEUS. Assim como as demais religiões, a UMBANDA passa a ter um documento que esclarece de forma objetiva, seus postulados, dando à UMBANDA uma referência única, tendo por objetivo final, ser um documento nacional e internacional da religião, por meio do qual poderá se diferenciar de trabalhos que não condizem com a essência da umbandista. Admitindo que o trabalho inicial do presente documento fora iniciado em 2012 e apresentado em reunião dia 14 de abril de 2013, na rua Brigadeiro Jordão, 297 – Ipiranga – São Paulo/SP., com participação de várias lideranças; cada órgão federativo, representado pelos seus diretores, sacerdotes e lideranças se empenharam, ajudando a trazer propostas para o Congresso Nacional de Umbanda. A direção dos trabalhos foi do MPU (Movimento Político Umbandista), com todos os presentes unidos com responsabilidade pela UMBANDA. Posteriormente, houve necessidade de apresentação do documento em vários estados do Brasil, onde agiram como fonte de ideias e agentes reguladores da CARTA MAGNA DE UMBANDA, lideranças, Templos de Federações que coadunam com a necessidade do documento como organizador das práticas e postulados básicos. Assumindo que, o Congresso tem por finalidade agregar todas as vertentes: escolas, federações, templos, escritores, pensadores, imprensa, filósofos e outros que estão inseridos na religião de Umbanda, com a finalidade de atingir a opinião pública sobre o que é UMBANDA; sua cultura social, política e religiosa, tendo a responsabilidade de fundamentar um pensamento único, em relação à vários pontos específicos. Esses pontos são aspectos claros existentes em qualquer vertente da Religião de Umbanda, e, passam a ser uma forma de normatizar a base da religião. Porém fica claro aqui não sugerimos que este documento venha, em nenhum momento, ser algum tipo de codificação, deixando livre quem não aceita-lo. Considerando que, a normatização nada mais é do que uma forma de trazer a unidade, coerente e inteligente para a difusão da religião de Umbanda, respeitando a liturgia e os estudos aplicados em cada vertente. Afinal, a CARTA MAGNA DE UMBANDA propõe a união, não a unificação. Aponta-se que, após a sua aprovação e instituição como documento referencial para a religião, a cada dois anos, será convocado novo Congresso Nacional e Internacional de Umbanda para reavaliação e aperfeiçoamento da CARTA MAGNA DE UMBANDA, estando previsto o próximo, para o ano de 2018, preferencialmente, no mês de novembro. Desta forma, fica acordado o seguinte: Denominamos o documento como: CARTA MAGNA DE UMBANDA. 1. A religião de UMBANDA é genuinamente brasileira, com as seguintes características em sua origem: É MILENAR, porque seus fundamentos são os mesmos que presidiam o reencontro com DEUS, desde o início da raça humana no nosso planeta. É CÓSMICA, porque seus fundamentos culminaram com a união preconizada pelo Movimento Umbandista dos quatro pilares do conhecimento humano, que são: a FILOSOFIA, a CIÊNCIA, a RELIGIÃO e a ARTE. É EVOLUTIVA, em suas manifestações, porque a UMBANDA se manifesta em seu dia-a-dia, utilizando todos os recursos positivos existentes no ontem, no hoje e, com certeza, se valerá dos que vierem, no amanhã. É CRÍSTICA, porque os seus aspectos, princípios, postulados e finalidades estão baseados nos ensinamentos dos Mestres da Luz, principalmente no Mestre Jesus, sendo a manifestação e a vivência do Evangelho Redentor. Aceitando tudo o que é bom, rejeitando o que não eleva e caminha ao crescimento do ser humano. É BRASILEIRA, em suas origens. Como prática religiosa surgiu e desenvolveu-se no Brasil, instituída pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, através da mediunidade de ZÉLIO FERNANDINO DE MORAES, em 15 de novembro de 1908 e, hoje, também em todo o mundo. E, ainda citamos que existe corrente que defende sua existente como milenar, aceito por conta que manifestações espirituais existiram mesmo antes de ZÉLIO; porém, o registro em Cartório se deu primeiramente com o nome de UMBANDA através dele, entendendo sua existência de firma jurídica. 2. A UMBANDA teve na sua origem contribuições positivas das religiões e ou filosofias Espírita, a Natural Indígena, a Africana, sobretudo, a da cultura Banta e Sudanesa, assim como, do Catolicismo Popular, entre outras. Contudo, a Umbanda é isenta de interferências de todas elas, não se submetendo a nenhum dogma relacionado com as religiões e filosofias citadas. 3. A UMBANDA integrou, reinterpretou e adaptou as visões religiosas e filosóficas aludidas, de acordo com sua própria percepção, dando origem a uma religião de base sincrética e universalista. 4. A UMBANDA é: doação, caridade, compromisso, prosperidade e humildade. 5. A UMBANDA tem Hino próprio desde 1961, de autoria de José Manoel (letra) e Dalmo Trindade Reis (música). a) DOAÇÃO A UMBANDA tem no voluntariado, no serviço mediúnico a forma de crescimento natural da religião, onde a participação é fundamental. É por meio da doação que o medianeiro aprende a valorizar o seu Templo e a socializar com os seus irmãos. b) CARIDADE A ação caritativa é uma das formas da elevação do espírito. Fora da caridade não existe a compreensão da missão evolutiva do religioso de Umbanda. A caridade é a expressão máxima do aprendizado religioso em sua plenitude pelo médium de Umbanda. c) COMPROMISSO A UMBANDA tem no compromisso do médium com o bem, com a verdade, com a lealdade, com a caridade, com a entrega pessoal e com o respeito, a essência do verdadeiro religioso como forma de evolução. d) PROSPERIDADE A prosperidade se dá a todos os níveis pelo esforço de crescimento e desenvolvimento diário em todos os sentidos. A prosperidade não se ganha, se conquista através da prática da honestidade, do esforço, do conhecimento e pelo trabalho individual, onde, amparado por sua fé e merecimento, o individuo conquistará seus objetivos. e) HUMILDADE O religioso de Umbanda tem como base espiritual a sua humildade; entendendo que ele, médium, não é melhor que ninguém, mas sim tem a responsabilidade maior e compromisso como instrumento da Espiritualidade em transmitir as mensagens de Luz, passadas pelos planos elevados. Na Umbanda, existe uma hierarquia espiritual que orienta os trabalhos, com Dirigentes Espirituais, Médiuns e Auxiliares; porém, todos sabemos que no plano material somos, em todos os momentos, aprendizes e professores e todos nós estamos em constante aprendizado, não sendo ninguém melhor do que o outro, apenas com funções e responsabilidades diferentes. Entendemos que, quem deve ser glorificado é DEUS e a Espiritualidade, nunca o medianeiro ! 6. O religioso de Umbanda segue o que foi anunciado pelo seu fundador, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, bem como, os ensinamentos dos inúmeros Espíritos Crísticos e os Mestres do Amor, como via evolutiva para se chegar a uma espiritualidade superior. 7. A UMBANDA trás em si a base religiosa que deve ser respeitada: AMAR, RESPEITAR, NÃO JULGAR, NÃO CALUNIAR, ATUAR SEMPRE COM A VERDADE, NA BASE DO BEM, DA EDUCAÇÃO E DA ELEVAÇÃO. O posicionamento ético em qualquer religião deve se basear em tais predicados, manifestados pelos verdadeiros religiosos. 8. Os médiuns e assistidos, em geral, são vistos como religiosos e devem agir como tal, com FÉ em DEUS, nos ORIXÁS e Guias Espirituais; possuir os atributos da FÉ, AMAR SEU SEMELHANTE, NÃO JULGAR, NÃO CALUNIAR, SER PACIFICADOR, ESTAR AO SERVIÇO DO BEM E JAMAIS UTILIZAR O SEU CONHECIMENTO DE FORMA TORPE. 9. Esses atributos são posicionamentos éticos e morais para todos os que comungam da FÉ UMBANDISTA. 10. A UMBANDA atua na elevação, na educação religiosa e na evolução dos espíritos praticando trabalhos que visam o progresso do ser humano, direcionando a reforma íntima por meio dos postulados de Jesus, da vibração dos Orixás e dos ensinamentos dos Mestres Iluminados de todos os tempos, que são transmitidos pelos Guias Espirituais que se manifestam nos Templos de Umbanda. 11. A UMBANDA é uma religião que crê na existência de um DEUS ÚNICO, INTELIGÊNCIA SUPREMA, CAUSA PRIMÁRIA DE TODAS AS COISAS, ETERNO, IMUTÁVEL, IMATERIAL, ONIPOTENTE, ONIPRESENTE, SOBERANAMENTE JUSTO E BOM, INFINITO EM TODAS AS SUAS PERFEIÇÕES. 12. A UMBANDA crê no Mestre JESUS, sincretizado com OXALÁ, pautando o aspecto doutrinário, baseado nos seus ensinamentos de amor universal. 13. A Umbanda crê na existência de um panteão divino, onde existem divindades, denominadas por nós de ORIXÁS, responsáveis diretos por toda a criação do universo e sustento do planeta Terra e alicerces para direcionarmos nossas condutas na prática do amor, da caridade e da fé. Não são deuses, mas sim, denominações humanas para uma classe de Poderes Reinantes do Divino Criador. 14. A Umbanda reverencia a Mãe Natureza, por ser nela que se encontra a mais pura manifestação Divina, por onde os Sagrados Orixás se manifestam energeticamente com mais intensidade e, também, porque vamos buscar e nos harmonizar com as forças ali reinantes, sustentadoras de toda a forma de vida planetária; atraindo ainda forças do universo para complementar tais vibrações já existentes em nosso Planeta, unindo assim, poderosas forças divinizadas existentes nos planos espirituais. 15. A Umbanda crê na existência da comunicação mediúnica por meio de medianeiros preparados para tal tarefa, em trabalhos caritativos, em atendimentos fraternos dos Guias Espirituais. 16. A UMBANDA prima pela simplicidade de seus rituais, o que permite a dedicação integral do tempo das sessões ao atendimento fraterno dos que a ela recorrem. 17. Nos atendimentos fraternos está o cerne do assistencialismo da UMBANDA, sempre de forma caritativa. 18. UMBANDA é sinônimo de prática religiosa e caritativa, não se coadunando com cobranças abusivas. Não faz parte de seus fundamentos a retribuição financeira pelos atendimentos fraternos ou pelos passes realizados. Contudo, é lícito, quando necessário para sustentação, manutenção e desenvolvimento dos Templos, assim como, para proporcionar conforto e bemestar a seus frequentadores, o chamamento dos médiuns e das pessoas que frequentam o Templo para contribuírem para esses fins. Todavia, a contribuição far-se-á conforme o critério de cada Templo, mas de uma forma moderada e ajustada às necessidades, sem que haja discriminação ou preconceito para com aqueles que não possam contribuir. 19. No caso específico de sacerdotes/sacerdotisas umbandistas que passaram a dedicar-se integralmente ao Culto, em determinadas situações e regiões, cobrando nomeadamente por suas consultas, as sessões (giras) devem continuar públicas e abertas, onde é facultada a solicitação de contribuições voluntárias aos membros e assistidos. 20. A UMBANDA possui sacramentos e ritos próprios, tais como: o batismo, o casamento e o fúnebre. 21. Os principais ritos da UMBANDA são realizados por meio de orações, pontos cantados, que podem ser ritmados através de instrumentos musicais. 22. A UMBANDA realiza sessões e trabalhos de limpeza espiritual e energética denominados de descarrego, assim como o de aconselhamento e tratamento espiritual, que visam o bem-estar e o desenvolvimento espiritual, consciencial, emocional e moral do indivíduo. Nesses trabalhos são utilizados o passe energético, o uso ritualístico do tabaco e dos elementos vegetais, designadamente, em DEFUMAÇÕES, em BANHOS e ou AMACIS. A Umbanda ainda se utiliza de componentes minerais, tais como: pedras, cristais, metais e a PEMBA, que são elementos condensadores de energia, como também, da energia essencial dos quatro elementos básicos da natureza. 23. A UMBANDA recorre às orações, descarregos, desobsessões, ou, se preciso for, às oferendas de flores, bebidas, frutos, sucos, chás, alimentos, incensos e velas. A oferenda, além de operação espiritual/vibracional, é também uma reverência espontânea aos Sagrados Orixás e é recomendada a sua prática aos seus fiéis. Visto que entendemos que esses elementos possuem elevadas vibrações energéticas que podem ser manipuladas espiritualmente em beneficio de algo ou alguém. Entendemos também que um dos objetivos da Umbanda é o de elevar e sublimar o espírito e seus iniciados e assistidos pela ética de Cristo. PRINCIPIO DE IGUALDADE 24. A UMBANDA defende a todos um tratamento digno e igualitário, pois ninguém pode ser privilegiado, favorecido, prejudicado, discriminado, privado de direitos ou dispensado de deveres em razão de ascendência, descendência, sexo, orientação sexual, cor, etnia, raça, idade, língua, religião, descrença religiosa, grau de instrução, condição econômicae social, território de origem, convicção política, ideológicae filosófica. DIREITO À VIDA 25. A religião de UMBANDA defende que a vida humana é inviolável. 26. Não é admissível para a UMBANDA a pena de morte. SUICIDIO / EUTANÁSIA / DISTANASIA / HOMICIDIO 27. A UMBANDA, por valorizar a vida, nos aspectos terreno e espiritual, entende que a passagem deve ser natural, respeitando a Lei do Carma e aprendizados importantes ao espírito. 28. A UMBANDA defende que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a sua vida pelo suicídio. 29. Só o Criador, através de Sua Onisciência, Onipresença e Onipotência, sabe o momento do desenlace carnal de qualquer individuo. 30. Assim, mesmo no caso em que a morte é inevitável e a pessoa esteja em situação de sofrimento, a Eutanásia ativa praticada por pessoas, mesmo que com motivação altruística é compreendida pela UMBANDA como a falta de resignação e de submissão à vontade do Divino Criador. 31. A DISTANÁSIA que é prolongamento da vida por tratamentos extraordinários e a ORTOTANÁSIA, que é a decisão de não se submeter a tais tratamentos considerados paliativos, do ponto de vista clínico, legal e espiritual, não ferem o conceito religioso de Umbanda porque o paciente é livre para submeter-se ou não a tratamentos e cirurgias consideradas ou não de risco, e se o fizer, virá a falecer de causas naturais da evolução da doença, sem interferências de pessoas no processo do Criador. 32. Práticas que atentam contra a vida humana ou animal, não são aceitas pela Umbanda. 33. Porém, homicídio cometido em legítima defesa própria ou de terceiros, ou por erro não censurável, não acarreta ônus espirituais sobre tais fatos. ABORTO 34. A UMBANDA é contra a prática do aborto considerado interrupção da gestação. 35. Na UMBANDA entende-se que a partir da concepçãoda vida pré-embrionária já existe um Espírito que anseia por sua evolução. 36. Os progenitores com ou sem auxílio deterceiras pessoas que provoquem o aborto por qualquer meio, e em todo período da gestação, cometerão uma transgressão à Lei de Deus, porque isso impede o espírito de passar pelas provas necessárias à sua evolução, necessitando do corpo em formação como seu instrumento. 37. Quando o nascimento da criança colocar em perigo a vida da mãe, é preferível, por bom sensoe na forma da lei, manter a vida da genitora. 38. O aconselhamento direto com os Guias Espirituais é fundamental para que as ações se baseiem sempre na Espiritualidade e na particularidade de cada situação que envolva a formação e desenvolvimento de vida humana. 39. No caso de ocorrer ou ter ocorrido o aborto por decisão de qualquer natureza, a UMBANDA jamais condenará os envolvidos, ocupando-se, antes, em acolhe-los e prestar-lhes orientação e conforto espiritual. DIREITO À INTEGRIDADE PESSOAL 40. A religião de UMBANDA defende que a integridade moral e física das pessoas é inviolável. 41. Ninguém pode ser submetido à tortura física ou mental, nem a maus tratos ou penas cruéis, degradantes ou desumanas. PEDOFILIA / MAUS TRATOS 42. A UMBANDA não aceita qualquer forma ou ato que atente contra a integridade física e moral da criança e doadolescente, em especial os casos de pedofilia praticada por todo e qualquer meio, inclusive por internet, assim comoas condutas de maus tratos, defendendo que as leis já estabelecidas devam ser aplicadas, nomeadamente, a Convenção dos Direitos da Criança. 43. Pessoas que possuem desvio de conduta em relação às crianças e adolescentes podem estar obsediadas e necessitam de orientação espiritual e acompanhamento psicológico, além de se submeterem à aplicação das leis civis e criminais pertinentes. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA 44. A UMBANDA não aceita qualquer forma de violência doméstica, atendendo aos parâmetros da legislação vigente com destaque para os Princípios das Nações Unidas para as Pessoas Idosas, Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e a Carta das Nações Unidas (O.N.U.), segundo os quais os direitos da pessoa humana devem ser preservados. No âmbito doméstico, a prática do respeito, aceitação das diferenças, e convivência de harmonia devem ser cultivados entre os familiares de todas as idades. As relações sexuais, dentro e fora do casamento ou da união estável devem ser sempre consentidas pelas pessoas envolvidas, sendo que a UMBANDA condena qualquer ato sexual obtido mediante violência ou contra a vontade da pessoa. PRECONCEITO ÉTNICO 45. A UMBANDA não aceita o preconceito étnicoe racial. O preconceito racial é antes de tudo, uma demonstração de atraso espiritual e desconhecimento das Leis Divinas. Aquele que diminui ou persegue o irmão pela cor da pele ou por qualquer outra característica étnica, viola a regra de ouro presente nas mais diversas tradições espirituais e religiosas: “AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO”. ORIENTAÇÃO SEXUAL E IDENTIDADE DE GÊNERO 46. NA UMBANDA todo ser humano é visto como irmão (ã) espiritual, sendo aceita qualquer orientação sexual e identidade de gênero. Assim, a religião entende e acolhe espíritos, e não o gênero ou a sexualidade. Discriminação e preconceito não são ensinados pelo nossos Guias, posto que a Umbanda acolhe a todos. Desta forma, é fundamental respeitarmos a condição de cada indivíduo: heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade, transexualidadee intersexualidade são questões de foro íntimo e pessoal. O PAPEL DA MULHER NA SOCIEDADE E NA UMBANDA 47. A UMBANDA defende o direito de igualdade, sendo que a mulher deve ocupar qualquer posição na sociedade e no mercado de trabalho, com o mesmo tratamento, conforme o vertido na Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres. 48. As mulheres na UMBANDA estão em todos os níveis hierárquicos da religião, inclusive na CURIMBA, não apenas no canto, mas também no toque. CRIANÇAS NA UMBANDA 49. NA UMBANDA todas as decisões que digam respeito às crianças devem ter em conta o seu melhor interesseconsideradas suas peculiaridades de pessoa em desenvolvimento, em harmonia com o estipulado na Convenção dos Direitos da Criança. 50. A UMBANDA reconhece que a presença das crianças nas sessões é um processo importante na sua própria formação espiritual, assim como para sua educação e assistência religiosas. 51. A UMBANDA garante às crianças, o direito de conhecer segundo os preceitos da religião, a mensagem universal da JESUS, sincretizado com OXALÁ, com sua magnitude em DEUS e nos ORIXÁS, através do atendimento mediúnico, do batizado, passes e desenvolvimento. Promovendo o respaldo moral, físico e espiritual contra todas as formas de violência. 52. A UMBANDA incentiva a criança para que reconheça desde cedo sua importância, valor e caráter, concedendo-lhe o direito de livre escolha condizente à sua pureza e maturidade às nossas crenças, garantido sempre o seu amparo. É admissível e reconhecido a prática da Evangelização Infantil, a fim de instruir crianças e adolescentes em condutas morais e éticas, além de proporcionar aulas educativas a respeito da umbanda e as culturas afro existentes. IDOSOS NA UMBANDA 53. A UMBANDA defende que os idosos devem ter acesso aos recursos educativos, culturais, recreativos e espirituais da sociedade. 54. Os idosos devem ser tratados de forma justa, independentemente de sua idade, não podendo ser privados do acolhimento dentro da religião e do desenvolvimento mediúnico. 55. A UMBANDA preconiza o respeito, o amparo e a assistência aos idosos, no âmbito familiar e social, com base no amor, na caridade, no reconhecimento e na legislação em vigor, em especial nos Princípios das Nações Unidas para as Pessoas Idosas. DEFICIENTES 56. NA UMBANDA, nenhuma pessoa portadora de deficiência congênita ou adquirida, seja de natureza física, sensorial ou intelectual é privada de acolhimento ou desenvolvimento mediúnico. 57. A UMBANDA compreende que as deficiências se restringem à carne e não ao espírito, portanto, as limitações do corpo material se tornam nulas, mediante a nossa fé e o Plano Espiritual. Porquanto, como disseminadores de amor ao próximo, não nos cabe desmerecer ou restringir quaisquer que sejam as condições físicas, mentais ou psicológicas de um irmão, pois somos livres de julgamentos e permitimos que todos aqueles que buscam a doutrina umbandista sejam tratados com igualdade e respeito. 58. Aos dirigentes de Templos de Federações pede-se privilegiar a acessibilidade, conforme a caridade, o bom senso e as leis vigentes, designadamente, a Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Em âmbito internacional segue a Carta das Nações Unidas, que reconhece a dignidade e valor inerentes e os direitos iguais e inalienáveis. ÁLCOÓLATRAS E TOXICÔMANOS 59. Todos que recorrem aos Terreiros de Umbanda encontrarão o lado assistencialista. O dependente químico e o alcóolatra devem ser tratados sem preconceito e discriminação, tendo total assistência por parte da Umbanda. 60. A UMBANDA respeita a vontade e o livre arbítrio do indivíduo de buscar e aceitar o tratamento espiritual. Nos tratamentos devem ser observados e respeitados o lado psicológico, a dependência química e a atenção espiritual deve ser fornecida para o dependente e sua família. CASAMENTO 61. A UMBANDA defende que o casamento deve dar-se por amor e livre arbítrio, onde o casal é orientado e acolhido também espiritualmente. Independentemente, da orientação sexual, etnia, instrução, condição social e religião. 62. Na visão umbandista é irrelevante a heterossexualidade, a homossexualidade, bissexualidade, a transexualidade e a intersexualidade,ou se um dos consortes não professar a religião umbandista. Reservamos a todos, direitos iguais de matrimônio, respeitando a orientação sexual de cada um. 63. A UMBANDA compreende que o casamento religioso funciona como base espiritual para a família e tanto o corpo mediúnico quanto a assistência, têm o direito a este sacramento. 64. NA UMBANDA, o matrimônio também é assegurado como direito àqueles que já se divorciaram. DIVÓRCIO 65. Os Conselheiros Espirituais Umbandistas não incentivam o divórcio. Porém, não compactuam com relacionamento aparentemente feliz, mas com espírito abalado pelo ódio, pelo sofrimento, pelo desrespeito, pela falta de amor que, por muitas vezes, pode causar riscos à integridade física, moral e espiritual de um dos cônjuges ou ao casal, e por consequência, traumatizar familiares, filhos e amigos. 66. O casamento indissolúvel é criação humana, por dogmas religiosos e/ou de ordem social e econômica. Na UMBANDA, acredita-se que o carma do casal pode ser breve ou durar uma vida inteira, de acordo com o que sua própria missão espiritual determina, e não se impõe uma convivência de infelicidade ou violênciadoméstica e sexual. ADOÇÃO 67. O posicionamento da UMBANDA não é apenas favorável, mas também incentivador à adoção. 68. O acolhimento físico, moral e espiritual do adotado, sempre levando em consideração as condições dos pais, é o de respeito, carinho, amor e proteção para o resgate da criança e do adolescente e sua inserção nos princípios de cidadania, favorecendo-o a ser consciente de suas responsabilidades e voltado para a prática do bem. Esse ser humano, bem como aqueles que serão seus pais, precisam da compreensão de sua condição humana e espiritual, devendo exercer a criação e educação do adotado segundo os preceitos da dignidade humana, paternidade responsável e do planejamento familiar, como determina a Convenção dos Direitos da Criança. 69. Acreditamos no mesmo direito por parte de pais e mães heterossexuais, homossexuais, bissexuais, transexuais e intersexuais, pois a amplitude desse ato não se reserva à condição sexual ou de gênero e, sim, ao resgate cármico em condições tanto materiais quanto emocionais para a educação da criança e do adolescente. PRESERVATIVOS E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS 70. A UMBANDA apoia o uso de preservativos e métodos contraceptivos, como meios de proteção contra DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e prevenção de gravidez indesejada. Cada qual deve saber e escolher o momento de gerar um novo ser, que necessitará de amor, compreensão, educação, orientação e discernimento ao longo de sua vida. Nesse sentido, o uso de métodos contraceptivos é um modo de proteger a vida. 71. O uso de contraceptivo é aceito pela religião da UMBANDA, pois respeita o livre arbítrio, o controle de natalidade e o planejamento familiar. DOAÇÃO DE ÓRGÃOS 72. A Doutrina UMBANDISTA vê com bons olhos a doação de órgãos, em vida e depois da morte, nos limites da legislação vigente em cada país. 73. A UMBANDA defende mesmo que a separação entre o espírito e o corpo físico não se tenha completado, como nos casos de morte cerebral, deste modo a Espiritualidade dispõe de recursos para impedir impressões penosas e sofrimentos ao espírito doador. 74. A doação de órgãos não é contrária às leis da Natureza, porque beneficia outras pessoas e o próprio espírito do doador em sua evolução espiritual e, além disso, é uma oportunidade para que se desenvolvam os conhecimentos científicos no plano material, colocando-os à serviço de vários necessitados. 75. O mesmo se dá em relação à doação de sangue, medula e qualquer tecido orgânico que venha proporcionar ajuda ao semelhante. A UMBANDA, assim como qualquer religião, necessita incentivar a prática de doação para amparar milhões de irmãos necessitados pelo mundo. CREMAÇÃO 76. A UMBANDA não rejeita a cremação. 77. A CREMAÇÃO é legítima para todos aqueles que a desejam, desde que haja um período de, pelo menos, 72 horas de expectação para a ocorrência em qualquer forno crematório, o que poderá verificar-se com o depósito de despojos humanos em ambiente frio. Esse período é necessário, pois existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o tônus vital, nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista os fluídos orgânicos que o Espírito ainda solicita para as sensações da existência material. 78. O sepultamento ou a cremação nada mais representam para o espírito, que a desagregação mais lenta ou mais rápida das estruturas entretecidas em agentes físicos, das quais se libertou. CANDIDATOS À POLITICA NA UMBANDA 79. A UMBANDA chama a atenção para o pensamento sobre a política pública participativa. É relevante a construção de organização política, pois só assim, conquistaremos o que é de direito de qualquer cidadão que professa sua fé. 80. A participação do religioso deve ser incentivada através da consciência de institucionalizarmos nossos ideais. 81. Os representantes públicos necessitam comprometer-se com a comunidade religiosa a qual está inserido; deixando seu gabinete aberto para todos os projetos que visam o coletivo religioso. LIVRE ARBÍTRIO: 82 – A umbanda, com sua plenitude, assegura aos indivíduos a sua liberdade e felicidade, não compactuando com a ideologia de “acorrentar” filhos de fé ou adeptos em detrimento da casa. 83 – Além disso, não compactua/comunga com o emprego de ameaças e violências psicológicas ou morais para garantir o narrado no tópico anterior. 84 – Umbanda preza pela liberdade individual e o direito de “Ir e Vir” dos adeptos, não interferindo no livre arbítrio dos indivíduos, sendo este, uma das leis divinas de nossa religião e da própria espiritualidade. Também exerce qualquer tipo de violência (moral e psicológica), falseando verdades sobre a liturgia umbandista para restringir o direito de escolha de seus fieis. ******* Vocabulário: REFORMA ÍNTIMA: é o processo de elevação da consciência e da condição de um ser humano. É um processo de auto melhoramento, tanto a nível pessoal quanto social. RITUAL RELIGIOSO: que visa a limpeza energética e espiritual de um beneficiário, visto que a Umbanda entende que tal como o nosso corpo físico pode ficar carregado de sujidade, nossa componente espiritual, astral e energética também, necessita de uma ação de higienização. AMACI: é o principal ritual litúrgico da UMBANDA e possui várias finalidades dentro da mesma que vai de uma simples limpeza no ORI/COROA/CHAKRA CORONÁRIO a estabelecer, energizar ou fixar uma força espiritual sobre o mesmo. ELEMENTO CALCÁRIO: que possui fundamentos litúrgicos e mágicos dentro da religião. DESOBSESSÃO: é um tratamento espiritual de pessoas que estejam sofrendo de forma prejudicial interferência de espíritos negativos que são encaminhados às esferas de tratamento.
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Ortiz belo
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